CNJ afasta juiz que autorizou bolsonarista a voltar a QG do Exército

Magistrado havia liberado bloqueio de avenida por manifestante golpista em Belo Horizonte

CNJ afasta juiz que liberou bloqueio de avenida por manifestante bolsonarista em BH (Ivan Abreu/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)
CNJ afasta juiz que liberou bloqueio de avenida por manifestante bolsonarista em BH (Ivan Abreu/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)
  • CNJ afasta juiz que havia permitido bloqueio de avenida por manifestante bolsonarista em Belo Horizonte

  • Wauner Machado havia atendido a pedido de empresário contra decisão da prefeitura da capital mineira

  • Corregedor considerou que com "os atos terroristas ocorridos na data de ontem não podem ser retroalimentado por decisões judiciais"

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou na última segunda-feira (9) o afastamento de um juiz que havia liberado o retorno de um manifestante bolsonarista ao Quartel-General do Exército em Belo Horizonte.

De acordo com informações do portal UOL, Luiz Felipe Salomão, corregedor nacional de Justiça, afastou Wauner Batista Machado, da 3ª Vara da Fazenda Pública da capital mineira.

O magistrado havia permitido judicialmente que um empresário obstruísse uma avenida pública para realizar ato em frente ao quartel. A determinação foi prontamente derrubada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

"O ambiente conflagrado dos dias atuais, culminando com os atos terroristas ocorridos na data de ontem (08/01/2023), não pode ser retroalimentado por decisões judiciais ilegítimas que, ao fim e ao cabo, atentam contra o próprio Estado Democrático de Direito", considerou o corregedor.

Decisão no começo do ano

No começo de janeiro, Wauner havia atendido um pedido do tal empresário contra a Prefeitura de Belo Horizonte, autorizando a obstrução da Avenida Raja Gabaglia, de onde a Guarda Municipal havia retirado o acampamento com manifestantes golpistas.

Alexandre de Moraes derrubou a decisão na semana passada e recebeu agradecimento do prefeito da capital mineira, Fuad Noman (PSD), que considerou que o "Estado Democrático de Direito é condição inegociável".