CNJ decide nesta terça se investiga e afasta juiz de SP acusado de assédio

Acusado de assédio, magistrado, de 42 anos, estava de férias e, de acordo com o TRT-SP, retornou ao trabalho nesta segunda-feira (5)
Acusado de assédio, magistrado, de 42 anos, estava de férias e, de acordo com o TRT-SP, retornou ao trabalho nesta segunda-feira (5)

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) vai analisar nesta terça-feira (6) se abre um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar a conduta do juiz substituto do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT-SP) Marcos Scalercio, acusado por mulheres de assédio sexual.

O magistrado, de 42 anos, estava de férias e, de acordo com o TRT-SP, retornou ao trabalho nesta segunda-feira (5). O colegiado formado por 15 integrantes do CNJ pode afastar o juiz de suas atividades.

A sessão deve começar por volta das 14h, segundo assessoria de imprensa do CNJ. Ela será transmitida ao vivo pela internet, nas redes sociais do órgão.

O colegiado pode também colocar em votação se sua Corregedoria irá investigar mais acusações de crimes sexuais que surgiram contra o juiz após a repercussão do caso na imprensa.

As denúncias vieram à tona após três mulheres procuraram diretamente uma organização sem fins lucrativos que oferece assistência jurídica gratuita a vítimas de violência sexual, a Me Too Brasil, "Eu Também" (na tradução do inglês).

As queixas foram levadas ao Conselho Nacional do Ministério Público, que depois acionou os órgãos competentes.

Atualmente, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em Brasília, e o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), em São Paulo, apuram essas três acusações contra o juiz, respectivamente, nas esferas administrativa e criminal. Os relatos de assédios contra o juiz são de 2014 a 2020.

Revelados em agosto deste ano pelo portal G1, os casos em 2021, chegaram a ser arquivados por duas vezes pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) em São Paulo.

Naquela ocasião, a corregedoria do órgão paulista alegou que não havia provas de que Scalercio havia cometido crimes sexuais. E por isso o PAD não foi aberto contra o juiz.

O magistrado sempre negou esses crimes, alegando inocência, segundo seus advogados, que farão a defesa dele nesta terça no Conselho Nacional de Justiça.