Coalizão civil do Sudão rejeita negociações com militares

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Manifestantes protestam contra golpe militar no Sudão

CAIRO (Reuters) - A principal coalizão política civil do Sudão rejeitou, nesta quarta-feira, qualquer negociação com os militares, mantendo firme sua posição na primeira entrevista coletiva desde o golpe de 25 de outubro liderado pelo general Abdel Fattah al-Burhan.

Uma declaração lida na conferência de imprensa, atribuída ao porta-voz Alwathiq Elbereir, informou que as Forças da Liberdade e Mudança, que assinaram um acordo de divisão de poder em 2019 com os militares após a derrubada do ditador Omar al-Bashir, rejeitaram o golpe e não se encontraram com os militares.

A coalizão disse que apoia o primeiro-ministro Abdalla Hamdok, que está em prisão domiciliar, mas não se reuniu com ele, e se juntou ao premiê para exigir o retorno às condições anteriores ao golpe.

"Não rompemos a parceria... e temos que voltar ao documento constitucional", afirmou outro porta-voz da coalizão, acrescentando que o golpe aconteceu depois que civis trouxeram certas questões controversas à mesa.

"O golpe não representa a instituição militar", acrescentou o porta-voz, dizendo que a coalizão não aceitaria o retorno de Burhan à posição de chefe de estado que ocupava antes do golpe.

Vários políticos e autoridades civis foram presos após o golpe, e Elbereir disse que eles enfrentam pressões que colocam suas vidas em perigo.

As tentativas de mediação estagnaram e, embora nomeações de baixo escalão tenham sido feitas, nenhum gabinete ou conselho soberano do chefe de estado foi nomeado.

(Por Nafisa Eltahir; reportagem adicional de Michelle Nichols)

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