Coalizão militar ataca rebeldes hutis e intensifica conflito no Iêmen

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A coalizão militar liderada pela Arábia Saudita afirmou neste domingo (26) que atacou posições dos rebeldes hutis na capital do Iêmen, Sanaa, um dia após o início de uma campanha militar em "larga escala" de Riad. A coalizão prometeu divulgar as provas do envolvimento do movimento libanês pró-Irã Hezbollah no conflito no Iêmen.

A coalizão, que apoia desde 2015 o governo iemenita em seu conflito contra os hutis, próximos ao Irã, afirmou que destruiu depósitos de armas em Sanaa, uma posição controlada pelos rebeldes, segundo a agência oficial Saudi Presse Agency (SPA).

"A operação em Sanaa foi uma resposta imediata contra a tentativa de transferir armas do campo de Al Tashrifat para Sanaa", afirmou a coalizão em um comunicado.

"A coalizão apresentará evidências que mostram que o Hezbollah está usando o aeroporto (de Sanaa) para atacar o reino", segundo a SPA.

Comparação ao Hezbollah

A Arábia Saudita acusa há muitos anos o Irã de fornecer armas aos hutis e o Hezbollah de treinar os insurgentes. Teerã admite o apoio político aos rebeldes, mas nega entregar armamento.

No Twitter, o embaixador da Arábia Saudita no Iêmen, Mohammed al-Jaber, comparou os hutis ao Hezbollah, ao afirmar que usam armas iranianas para atacar seu país.

Na quinta-feira, a Marinha dos Estados Unidos anunciou a apreensão de 1.400 fuzis AK-47 e munição em um barco pesqueiro que, segundo os militares americanos, saiu do Irã e estavam destinados aos rebeldes iemenitas.

Intensificação do conflito

Fechamento do aeroporto

(Com informações da AFP)


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