COB defende o adiamento dos Jogos de Tóquio

Bernardo Coimbra
COI decide manter os Jogos Olímpicos de Tóquio em meio à pandemia do coronavírus

Em nota oficial divulgada neste sábado, o Comitê Olímpico do Brasil (COB) defendeu o
adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio para 2021 em função da pandemia do coronavírus. O
evento, segundo o Comitê Olímpico Internacional (COI), segue nas datas entre 24 de julho e 9
de agosto. A entidade brasileira quer o mesmo período, mas no próximo ano.

- Como judoca e ex-técnico da modalidade, aprendi que o sonho de todo atleta é disputar os
Jogos Olímpicos em suas melhores condições. Está claro que, neste momento, manter os Jogos
para este ano impedirá que este sonho seja realizado em sua plenitude - disse o presidente do
COB, Paulo Wanderley, que comandou a seleção brasileira em Barcelona-1992.

Outros comitês olímpicos, como Espanha e Noruega, já pediram o adiamento dos Jogos. Na nota
oficial, o COB "ressalta que a sugestão de adiamento em nada altera a confiança da entidade
no Comitê Olímpico Internacional de que a melhor solução para o Olimpismo será tomada."

- O COI já passou por problemas imensos anteriormente, como nos episódios que culminaram no
cancelamento dos Jogos de 1916, 1940 e 1944, por conta das Guerras Mundiais, e nos boicotes
de Moscou-1980 e Los Angeles-1984. A entidade soube ultrapassar estes obstáculos, e vemos a
Chama Olímpica mais forte do que nunca. Tenho certeza de que o Thomas Bach (presidente do
COI), atleta medalha de ouro em Montreal-1976, está plenamente preparado para nos liderar
neste momento de dificuldade - destacou Paulo Wanderley.

A chama olímpica chegou ao Japão na sexta-feira. Na próxima quinta começará o revezamento da
tocha pelas cidades do país.