Coinbase demite 18% dos funcionários e é mais uma vítima da crise nas criptomoedas

A Coinbase, maior corretora de criptomoedas dos Estados Unidos, anunciou nesta terça-feira que vai demitir 18% de seus funcionários em mais um sinal de que a crise no mercado de moedas e tokens digitais, como bitcoin e NFT, está se aprofundando

Outras grandes empresas deste mercado, como a corretora Gemini e a financeira BlockFi, fizeram cortes de pessoal, citando que "o inverno chegou" para o mercado de criptomoedas, ou seja, que as quedas dos últimos dias tendem a ser duradouras.

A Coinbase afirmou que, após o corte, terá no fim deste trimestre um total de 5 mil funcionários. A empresa vinha adotando uma política agressiva de contratações nos últimos anos e, só em 2022, tinha aumentado seu quadro em 1.200 pessoas - praticamente o mesmo quantitativo que anunciou que vai demitir agora.

As ações da Coinbase desabaram 80% este ano, devido à crise no mercado de criptoativos.

Os empregados que forem demitidos receberão, na rescisão, três meses de salário e mais o equivalente a duas semanas de pagamento por cada ano de trabalho na empresa.

A guinada no mercado de criptoativos teve início em novembro, pouco depois que o bitcoin atingiu sua cotação máxima histórica. No mês passado, o colapso das criptomoedas TerraUSD, uma stablecoin relacionada ao token Luna levou a fortes perdas no mercado.

E, esta semana, a plataforma de empréstimos em criptoativos Celsius suspendeu saques e retiradas de seus clientes, trazendo nova leva de nervosismo aos mercados.

A crise ocorre em meio à percepção dos analistas de que, para conter uma inflação recorde nos EUA, o Federal Reserve (Fed, banco central americano) vai acelerar a alta de juros no país, afastando investidores de ativos de risco.

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