'Coisa de preto né': Vereador de SP é acusado de racismo em áudio vazado na Câmara

Caso de racismo aconteceu durante sessão da CPI dos Aplicativos na Câmara dos Vereadores de SP (Foto: Reprodução/ Câmara TV)
Caso de racismo aconteceu durante sessão da CPI dos Aplicativos na Câmara dos Vereadores de SP (Foto: Reprodução/ Câmara TV)

O vereador Camilo Cristófaro (PSB) é alvo de uma denúncia de racismo após um áudio vazado durante uma sessão legislativa da Câmara de São Paulo. No áudio, Cristófaro diz: "Não lava nem a calçada, é coisa de preto, né?".

A declaração foi feita durante a sessão da CPI dos Aplicativos, na Câmara Municipal. Assista:

A vereadora Luana Alves (PSOL-SP) já adiantou que entrará com uma representação na corregedoria da Câmara para que Cristófaro seja investigado pela casa.

Logo após a fala vazada de Camilo Cristófaro, o presidente da CPI, Adilson Amadeu (União Brasil) pediu que o som fosse desligado, em referência aos vereadores que participavam de forma remota. A vereadora Luana Alves de opõe ao pedido e, em seguida, a sessão é suspensa.

A vereadora Luana Alves já adiantou que entrará com uma representação na corregedoria da Câmara para que Cristófaro seja investigado pela casa. "Na hora, a gente fica muito surpresa, muito doída, mas, infelizmente, não é a primeira vez que acontece na Câmara Municipal de São Paulo. E nós, o nosso mandato, estará entrando na Corregedoria buscando a punição deste vereador", declarou a vereadora ao Yahoo! Notícias. "A gente não admite fala, comportamento racista, em especial na casa do povo, em especial a população negra e trabalhadora de São Paulo."

Em nota, o presidente da Câmara, Milton Leite, lamentou o episódio e prometeu que o caso será apurado pela corregedoria. "É com uma indignação imensa que lamento mais uma denúncia de episódio racista dentro da Câmara de Vereadores de São Paulo, local democrático, livre e que acolhe a todos", afirmou. "Como negro e presidente da Câmara tenho lutado com todas as forças contra o racismo, crime que insiste em ser cometido dentro de uma Casa de Leis e fora dela também. O caso será apurado pela Corregedoria da Câmara Municipal de São Paulo."

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