Colégio Pedro II: na maior unidade da rede, em São Cristóvão, retorno presencial teve quórum baixo de alunos

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RIO — Na manhã desta segunda-feira, poucos alunos do Colégio Pedro II tiveram o gostinho de retornar ao ensino presencial. Após pressão judicial, a reitoria da escola decidiu que a volta às salas de aula, que estava prevista para março de 2022, ocorreria a partir desta manhã de forma escalonada, com 60 alunos por turno, e em contraturno, com até três horas de duração. Entretanto, em algumas séries, o quórum de alunos foi baixíssimo. Segundo funcionários que trabalham Campus São Cristóvão, apenas seis alunos do 6º ano foram às aulas. O limite é de 15 por turma. A unidade é a maior da rede, com 1.100 alunos e 40 turmas diariamente, no cenário normal.

Segundo a direção do colégio, a divisão de séries por dia foi determinada de acordo com uma pesquisa de adesão feita pela reitoria. Na ocasião, as famílias puderam demonstrar interesse sobre a continuidade do remoto ou o retorno das aulas presenciais, e as que mais tiveram aprovação retornaram.

O aposentado Raimundo da Silva, de 71 anos, foi buscar a pequena Julia, de 11 anos, aluna do 6º ano, uma das séries que teve adesão dos pais para o retorno. Segundo ela, apenas duas pessoas da turma dela foram para a aula.

— Foram só duas pessoas da minha turma hoje. Os professores resolveram juntar as turmas em uma sala só por causa do número pequeno. Ficamos aproximadamente 15 minutos com cada professor. A estrutura está boa — contou.

Um professor da rede que preferiu não se identificar diz que está feliz com o retorno presencial, mesmo entendendo que o adequado seria voltar somente em 2022, conforme o planejado, por causa da organização:

— O quórum foi baixo, poucos alunos vieram. Mas estamos vindo, fico feliz com o retorno, mesmo que emergencial, de uma forma menos planejada do que seria se fosse em 2022.

Adesão nas turmas do quinto ano foi maior

Pais de alunos do 5º ano, do campi de São Cristóvão, disseram que viram um número maior de crianças na hora da entrada para alunos do 1º ou 5º, em uma entrada diferente da do 6º ano.

A servidora Fernanda Barbosa, de 49 anos, levou a filha Flavia de Lima, de 11 anos, do 5º ano, para a aula nesta manhã, também da unidade de São Cristóvão, e percebeu esta movimentação:

— Eu vi um número expressivo de crianças. Aprovo o retorno. Eles precisam. O número de aulas presenciais não é o adequado, mas estamos voltando aos poucos, entendo.

Da mesma forma, a estudante Viviane Moraes, de 46 anos, que levou a filha Ana Maria, de 10 anos, do 5º ano, sentiu um movimento próximo do limite determinado pela unidade:

— Vi uma quantidade boa de crianças, sim — diz ela, que falou sobre a animação da filha: — Minha filha nem dormiu. Estava super ansiosa. Acho interessante voltar, elas precisam da troca.

Por decisão da reitoria, o retorno presencial não é obrigatório. As aulas continuaram acontecendo também no remoto, para aqueles que julgarem melhor o ensino on-line ou que tenham alguma comorbidade.

O policial militar Bruno Lopes, de 34 anos, levou a filha Alice, aluna de 10 anos do 5º ano, para a assistir a aula também na unidade de São Cristóvão. Segundo ele, o retorno não faz diferença para ele, já que julga o ensino remoto como bom:

— Acho que não faz muito sentido mandar de 15 em 15 dias. Só a trouxe porque ela estava muito animada. Por mim, continuaria no remoto, acho que o remoto funcionou para ela.

Arthur Pennafirme, de 10 anos, é aluno do 5º ano, e adorou o retorno. Ele contou que na sala dele tinham dez pessoas, mas em outras tinham menos:

— O único lado ruim é que não podemos correr, brincar, mas eu gostei. Umas dez pessoas foram. Em algumas salas, teve menos.

Na sala de Abilio Carneiro, de 11 anos, também do 5º, tinham 12. Para ele, o ruim foi o recreio, que precisou passar sentado o tempo inteiro:

— Eu tava doido para voltar. Não via a hora.

Ana Julia Amorim, de 11 anos, também julgou o recreio sentado como ruim. Para ela, a graça é estar em contato com os amiguinhos. Sobre a demora para voltar novamente, ela também lamenta:

— Parece mais tempo que uma semana. Queria que voltasse ao normal logo.

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