Colégio Pedro II propõe retomada de aulas presenciais em março de 2022

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RIO - O Colégio Pedro II publicou nesta quarta-feira uma proposta de retorno das aulas presenciais em março de 2022. De acordo a reitoria, foram levadas em conta orientações da FioCruz, o atual cenário pandêmico no estado do Rio de Janeiro, os procedimentos sanitários necessários e a faixa etária do corpo discente desta instituição de ensino.

A proposta atende a uma determinação judicial, proposta pelo Ministério Público Federal, visando o retorno presencial das aulas nas Instituições Federais de Ensino do estado do Rio de Janeiro.

A escola, que tem unidades em Rio, Duque de Caxias e Niterói, afirmou em comunidade que apenas a última apresenta um nível de contaminação baixo, de acordo com o painel da Secretaria de Saúde do estado. Nas duas primeiras, há risco 'Alto' perto do 'Muito alto', segundo os critérios da classificação adotada pelo governo estadual.

"Salienta-se que o Colégio Pedro II não é uma escola de bairro. Nossos alunos são oriundos dos mais diversos municípios do estado do Rio de Janeiro, sendo que alguns residem em locais bem afastados da sede onde estudam, tal como ocorre também com servidores, residentes em bairros e cidades distantes da escola", diz o comunicado.

O comunicado alega ainda que o ensino remoto exigiu planejamento, envolvendo dinâmica das aulas, materiais, avaliações,

recuperação e demais atividades adaptadas ao modelo educacional atual e que a descontinuidade desse modelo no meio do semestre letivo é inviável administrativamente e "parece-nos inadequado e de pouco ou nenhum proveito pedagógico para o aluno".

Além disso, o colégio afirma que não dispõe de infraestrutura para equipar todas as salas de aula para transmissão de atividades síncronas.

"Se assim o tivesse, o professor daria aulas todas as semanas para o grupo de alunos presentes, e o restante dos estudantes assistiria online. Diante dessa impossibilidade, passaríamos a ter duas escolas, uma com aulas presenciais e outra com aulas remotas. Logo, haveria a necessidade de se dobrar a força de trabalho do Colégio, o que também é inviável", afirma o texto.

Segundo a reitoria, a escola precisaria ser dividida em três turmas. Enquanto o Grupo A está tendo aula presencial, diz o texto, “o ideal seria que o restante da turma estivesse assistindo a mesma aula de forma remota”.

No entanto, o colégio alega que não tem condições de gravar e/ou transmitir simultaneamente 492 aulas. Desse modo, o restante da turma estaria fazendo atividades assíncronas, “que também terão que ter sido preparadas pelo professor, dobrando a carga do docente, já que não temos autorização para novas contratações ou aumento do nosso Banco de Professores Equivalentes”.

Atualmente, todos os alunos são atendidos por aulas síncronas (ao vivo) e assíncronas.

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