Colômbia analisa conceder liberdade temporária a presos por causa da Covid-19

SYLVIA COLOMBO

BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - Mesmo sob pressão de organizações de familiares de presos e de organismos de direitos humanos, o governo da Colômbia ainda não definiu como será o decreto que promoverá a libertação temporária de parte dos presos. A maioria das prisões do país sofre de superlotação, como na Argentina, e há várias delas com casos de infectados pelo novo coronavírus.

No Departamento de Meta, uma das regiões mais castigadas pela violência das guerrilhas no passado, a prisão de Villavicencio registrou nesta terça-feira (5) que 657 de seus mais de 1.800 presos estão com coronavírus.

Trata-se da penitenciária com mais contaminados de toda a Colômbia. Os primeiros casos surgiram no pavilhão mais lotado da prisão, onde foram reportadas também as primeiras três mortes. Há ainda 50 carcereiros que receberam diagnóstico positivo para a Covid-19.

Alguns parentes desses carcereiros também foram infectados, como a mulher de um deles, Andrea Sotelo Vargas, que morreu no último fim de semana.

Também há casos confirmados em outras cadeias da Colômbia, como a de La Picota -famosa por ter sido o local onde ficaram presos os principais narcotraficantes do país-, em Bogotá. Ali, foram identificados cinco contaminados. Há também um caso em Cundinamarca, um em Caquetá e outro em Leticia.