Colômbia anuncia recorde de erradicação de narcocultivos pelo segundo ano consecutivo

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Cultivador em um campo de coca em Antioquia, Colômbia, em 15 de maio de 2017

O governo da Colômbia anunciou nesta quarta-feira ter alcançado pelo segundo ano consecutivo um recorde de erradicação da folha de coca, matéria-prima da cocaína, embora o país continue sendo o maior produtor dessa droga.

"Conseguimos o maior nível de erradicação manual de coca já registrado pela Colômbia: 130.000 hectares", destacou o presidente Iván Duque. A cifra, semelhante à superfície da cidade de Los Angeles, supera a de 2019, quando o governo afirmou ter erradicado 94.000 hectares de folha de coca com o mesmo método. Segundo a ONU, nesse mesmo ano a Colômbia abrigava 154.000 hectares de narcocultivos e produzia 1.137 toneladas de cocaína, quantidade levemente superior a do ano anterior. As cifras registradas pela ONU em 2020 devem ser divulgadas em meados de 2021.

O presidente colombiano também anunciou que o país alcançou em 2020 um máximo histórico de apreensões de cocaína (498 toneladas) e destruição de laboratórios de processamento da substância (5.447).

Desde que assumiu o poder, em agosto de 2018, o governo conservador de Duque estabeleceu como prioridade a luta contra o narcotráfico, e lançou um plano que prevê a redução pela metade do território cultivado com coca entre 2022 e 2023. Embora afirme ter atingido as metas até o momento, o total de plantações diminuiu apenas 9%, segundo a ONU.

Após quatro décadas de luta contra o narcotráfico, a Colômbia se mantém como maior produtor mundial de cocaína (70%) e os Estados Unidos, como principal consumidor da droga. O país sul-americano também enfrenta a pior onda de violência desde a assinatura de um acordo de paz com a ex-guerrilha marxista das Farc, em 2016. O governo culpa grupos armados financiados pelo narcotráfico.

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