Colômbia pede ao FMI acesso a linha de crédito de US$ 11 bi por pandemia

Pessoas esperam a sua vez de entrar no supermercado enquanto tomam medidas de proteção contra a propagação do novo coronavírus em Medellín, Colômbia

A Colômbia pediu ao Fundo Monetário Internacional uma linha de crédito de 11 bilhões de dólares para enfrentar a pandemia do novo coronavírus, que causa estragos nas economias globais, informou o Ministério das Finanças nesta terça-feira.

"Atualmente, o Fundo Monetário Internacional está estudando nosso pedido de termos acesso como país a 11 bilhões de dólares do que se chama de facilidade de liquidez", disse o ministro Alberto Carrasquilla em um vídeo.

Trata-se de uma linha de crédito que a quarta economia latino-americana pode acessar para "sua boa gestão econômica", acrescentou o ministério em comunicado.

Conhecida como Linha de Precaução e Liquidez (LPL), este instrumento tem como objetivo "ajudar os países a lidar com choques adversos", de acordo com o FMI em seu site.

"O governo está convencido de que (a pandemia) é uma tempestade, um um rio caudaloso. Nós derrubamos uma ponte, temos que fazer uma ponte provisória, mas vamos chegar ao outro lado", comparou Carrasquilla.

A decisão foi anunciada um dia após o presidente Iván Duque estender o confinamento nacional até 27 de abril para interromper a expansão do COVID-19, que deixa mais de 1.700 infecções e 50 mortes no país.

O governo anunciou em 18 de março um pacote de medidas econômicas no valor de 15 bilhões de dólares para enfrentar a pandemia que inclui créditos, subsídios aos mais pobres e recursos para o sistema de saúde. O gerente do Banco Central, Juan José Echavarría, estima que o novo coronavírus "desacelerará a economia", que terá um crescimento "muito menor" do que os 3,3% calculado pelo emissor para 2020.

Além disso, as finanças colombianas foram afetadas pela queda nos preços do petróleo, que representam 9,3% da receita do Estado.