Colômbia recebe primeiro lote de 50.000 vacinas contra o coronavírus

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Uma dose da vacina Pfizer

A Colômbia recebeu um primeiro lote de 50.000 vacinas nesta segunda-feira (15) para a campanha de imunização em massa contra o coronavírus, que começará em 20 de fevereiro.

A remessa, com as doses desenvolvidas pelo laboratório americano Pfizer e pela alemã BioNTech, chegou a Bogotá em um voo da Bélgica, informou o presidente Iván Duque, desde o aeroporto internacional El Dorado.

Com a remessa, o país espera lançar seu programa de vacinação que, no primeiro mês, chegará a mais de "um milhão de colombianos", disse o presidente.

Nas semanas seguintes, 1,6 milhão de vacinas serão distribuídas de acordo com o calendário oficial.

O governo propôs vacinar 35,7 milhões de pessoas este ano graças aos acordos confidenciais firmados com as farmacêuticas SinoVac, AstraZeneca e Johnson & Johnson, além de sua vinculação ao mecanismo multilateral Covax, que garante acesso rápido e equitativo às vacinas no mundo para os países menos favorecidos.

O número de potenciais beneficiários equivale a 70% da população total de 50 milhões de pessoas, o que permitiria à Colômbia alcançar a imunidade coletiva contra o coronavírus.

O plano traçado pelo governo prevê que os primeiros vacinados sejam pessoas com mais de 80 anos e que trabalhem na área da saúde, a começar por médicos e enfermeiras.

Desde a detecção do primeiro caso, em 6 de março de 2020, o país registrou quase 2,2 milhões de infecções e mais de 57.000 mortes por covid-19.

Esses números colocam a Colômbia em quarto lugar na América Latina e no Caribe em termos de proporção entre infectados e mortos por número de habitantes.

Pelo menos 95 países ou territórios iniciaram o processo de vacinação, de acordo com uma contagem de AFP.

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