Colapso de ponte reaberta há dias faz mais de 130 mortos na Índia

Mais de 130 pessoas morreram no colapso de uma ponte suspensa na cidade de Morbi, em Gujarat, estado natal do primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, na costa oeste do país.

As operações de resgate, além de muitos voluntários civis, envolveram mais de 200 operacionais, incluindo as forças militares, a agência nacional de resposta a desastres e os bombeiros.

O primeiro-ministro Narendra Modi, que se encontra em digressão pela região de Gujarat, suspendeu a agenda devido à tragédia e anunciou um apoio de 50 mil rupias (cerca de 610 euros) a cada vítima sobrevivente e de 2 lakhs (200 mil rupias = 2.430 euros) para o familiar direto mais próximo de cada uma das vítimas mortais. O dinheiro erá retirado do Fundo Nacional de Ajuda do Primeiro-ministro.

Suspeitas de negligência

Há suspeitas de não terem sido realizadas as vistorias de segurança antes da reabertura da ponte sobre o rio Macchu. A estrututa foi construída no século XIX, ainda durante a era colonial britânica, sofreu danos após um terramoto em 2001 e passou cerca de seis meses em reparação já este ano, tendo sido reaberta na semana passada.

As autoridades estaduais de Gujarat abriram uma investigação às causas do colapso da ponte suspensa, que tinha mais de 230 metros de tabuleiro pedonal e era uma das atrações da cidade de Morbi. "A investigação será conduzida de forma séria e implicar todas as ações necessárias", assegurou o ministro do interior do estado de Gujarat, Harsh Sanghavi.

Pelo menos três processos criminais foram registados de acordo com o Código Penal Indiano contra a equipa de manutenção da ponte de Morbi devido a este incidente.

Testemunhas falam na presença de mais de 400 pessoas na zona da ponte e pelo menos de 150 a sobrelotar o tabuleiro, incluindo mulheres e crianças. Celebravam o Diwali, o famoso festival das luzes da religião hindu.