Colegas de trabalho realizam ato por grávida morta no Lins; loja Farm faz campanha para ajudar família

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RIO — Por volta das 10h30m desta quarta-feira, cerca de 25 colegas de Kathlen de Oliveira Romeu, de 24 anos, reuniram-se em um ato em homenagem à grávida morta por uma bala perdida no Lins de Vasconcelos, na Zona Norte do Rio. De mãos dadas, rezaram em silêncio pela pela jovem, que trabalhava numa loja da Farm, em Ipanema, na Zona Sul. A marca está fazendo uma campanha para ajudar a família.

Postagem numa rede social da marca lamenta a morte, lembra do ato em Ipanema e anuncia campanha ajudar a família de Kathlen. “A partir de hoje, toda a venda feita no código de Kathlen - EB957 - terá sua comissão revertida em apoio para sua família. Reforçando que nós também vamos apoiá-la de forma independente e paralela”, diz o texto postado no Instagram @adorofarm.

Marcello Bastos, um dos fundadores da marca, disse estar perplexo diante da morte de sua funcionária.

“Estou completa mente devastado com essa tragédia absurda”, contou o empresário, em mensagem divulgada em seu perfil no Instagram.

Em outra postagem, Bastos diz que Katlen era “muito especial” e que a contratou há cerca de seis anos, por recomendação da ex-esposa.”Passou na hora e desde então brilhava na loja em Ipanema”, escreve sem poupar elogios, como simpática, linda e cheia de vida.

O comerciante Antônio Saad, de 22, tem uma banca de jornal em frente à loja onde Kathlen trabalhava. Ele conta que era comum ver a jovem frequentando o espaço, em busca de água mineral. A última vez foi na segunda-feira passada.

— Elas (vendedoras) sempre frequentam aqui abanca para comprar água. Então, volta e meia ela passava aqui. Muito educada, mas eu não tinha muita proximidade. Hoje, quando cheguei, a loja estava fechada. Estranhei e logo em seguida as colegas comentaram que ela tinha morrido — afirma Antônio.

A loja em que a jovem trabalhava não abriu nesta quarta-feira. Flores foram depositadas em frente ao estabelecimento, onde foi colocada também uma fotografia de Kathlen. Abalados, os colegas não quisera,m falkar. Uma vendedora, que preferiu não se identificar, destacou que a jovem era querida de todos:

— Ela era muito especial. Você vê pelas homenagens.

Outra colega fez um desabafo durante as orações:

— Tivemos o prazer de conviver com ela. Uma mulher guerreira, batalhadora. Chega de matar a gente. Moramos em comunidade e as pessoas julgam a gente pelo tom da pele sem ter o prazer de conviver. Foi uma vida perdida.

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