Coletivo usa 'cabeça de Bolsonaro' como bola de futebol e gera polêmica

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Representação da cabeça de Bolsonaro foi utilizada em um vídeo de protesto e causou polêmica. (Foto: Reprodução/Indecline)
Representação da cabeça de Bolsonaro foi utilizada em um vídeo de protesto e causou polêmica. (Foto: Reprodução/Indecline)

Uma representação ultrarrealista da cabeça do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi usada em um protesto realizado pelo coletivo artístico e ativista Indecline. O vídeo, compartilhado nas redes sociais desde segunda-feira (14), causou polêmica entre os apoiadores do presidente e até deputados bolsonaristas.

O grupo utiliza a cabeça de Bolsonaro como bola de futebol e afirma que a ação faz parte do projeto “Freedom Kick” - chute ou pontapé de liberdade, na tradução livre do inglês -, em parceria com o artista espanhol Eugenio Merino, responsável por confeccionar a cabeça.

Além de Bolsonaro, também tiveram suas cabeças reproduzidas os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Rússia, Vladimir Putin. A proposta, segundo o Indecline, é utilizar as representações das três personalidades políticas em um protesto contra “os três maiores tiranos que o mundo já viu”.

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“Embora aqueles que têm o poder gostem de tratar política como uma brincadeira, para muitos, há muita coisa em jogo. Futebol sempre foi um esforço coletivo, algo que envolve comunidade e organização, enquanto a ditadura é mais individual. É como dizem, só há uma bola. Essa é uma metáfora perfeita para os nossos chefes de Estado; e o nosso trabalho é chutá-los até encontrarmos uma maneira de transformar nossos esforços individuais numa vitória coletiva”, afirma o Indecline, no texto da publicação.

Nos comentários, apoiadores do presidente lamentaram a iniciativa e criticaram o coletivo por, supostamente, “fazerem apologia ao crime” e “discurso de ódio”. Um dia antes do lançamento do vídeo, o Indecline já havia causado polêmica ao publicar somente uma imagem da representação da cabeça de Bolsonaro em uma caixa de papelão.

Em resposta, o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) criticou a ação e afirmou que o coletivo “incentiva o ódio e a violência”. Silveira, policial militar licenciado para o cargo, ficou conhecido nacionalmente durante a campanha eleitoral de 2018 ao rasgar placas de rua simbólicas em referência à vereadora Marielle Franco (PSOL), assassinada a tiros juntamente com o motorista Anderson Gomes.

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