Coletivo usa 'cabeça de Bolsonaro' como bola de futebol e gera polêmica

João Conrado Kneipp
·2 minuto de leitura
Representação da cabeça de Bolsonaro foi utilizada em um vídeo de protesto e causou polêmica. (Foto: Reprodução/Indecline)
Representação da cabeça de Bolsonaro foi utilizada em um vídeo de protesto e causou polêmica. (Foto: Reprodução/Indecline)

Uma representação ultrarrealista da cabeça do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi usada em um protesto realizado pelo coletivo artístico e ativista Indecline. O vídeo, compartilhado nas redes sociais desde segunda-feira (14), causou polêmica entre os apoiadores do presidente e até deputados bolsonaristas.

O grupo utiliza a cabeça de Bolsonaro como bola de futebol e afirma que a ação faz parte do projeto “Freedom Kick” - chute ou pontapé de liberdade, na tradução livre do inglês -, em parceria com o artista espanhol Eugenio Merino, responsável por confeccionar a cabeça.

Além de Bolsonaro, também tiveram suas cabeças reproduzidas os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Rússia, Vladimir Putin. A proposta, segundo o Indecline, é utilizar as representações das três personalidades políticas em um protesto contra “os três maiores tiranos que o mundo já viu”.

Leia também

“Embora aqueles que têm o poder gostem de tratar política como uma brincadeira, para muitos, há muita coisa em jogo. Futebol sempre foi um esforço coletivo, algo que envolve comunidade e organização, enquanto a ditadura é mais individual. É como dizem, só há uma bola. Essa é uma metáfora perfeita para os nossos chefes de Estado; e o nosso trabalho é chutá-los até encontrarmos uma maneira de transformar nossos esforços individuais numa vitória coletiva”, afirma o Indecline, no texto da publicação.

Nos comentários, apoiadores do presidente lamentaram a iniciativa e criticaram o coletivo por, supostamente, “fazerem apologia ao crime” e “discurso de ódio”. Um dia antes do lançamento do vídeo, o Indecline já havia causado polêmica ao publicar somente uma imagem da representação da cabeça de Bolsonaro em uma caixa de papelão.

Este conteúdo não está disponível devido às suas preferências de privacidade.
Para vê-los, atualize suas configurações aqui.

Em resposta, o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) criticou a ação e afirmou que o coletivo “incentiva o ódio e a violência”. Silveira, policial militar licenciado para o cargo, ficou conhecido nacionalmente durante a campanha eleitoral de 2018 ao rasgar placas de rua simbólicas em referência à vereadora Marielle Franco (PSOL), assassinada a tiros juntamente com o motorista Anderson Gomes.

Este conteúdo não está disponível devido às suas preferências de privacidade.
Para vê-los, atualize suas configurações aqui.