Coligação de Bolsonaro racha após multa de R$ 22 milhões de Moraes; entenda

Alexandre de Moraes puniu coligação de Bolsonaro (Foto: Arthur Menescal/Getty Images 2022)
Alexandre de Moraes puniu coligação de Bolsonaro (Foto: Arthur Menescal/Getty Images 2022)
  • Moraes pune coligação de Bolsonaro a pagar uma multa de R$ 22,9 milhões;

  • Segundo o ministro, legendas tentam tumultuar as eleições deste ano;

  • Bolsonaro foi derrotado no pleito e questiona o resultado das urnas.

O Republicanos vai recorrer ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para não ter recursos do partido bloqueados por conta da ação movida pelo PL com questionamento às urnas eletrônicas.

A informação foi confirmada nesta quinta-feira (24) pelo presidente da legenda, Marcos Pereira, à CNN Brasil.

“Não tenho nada a ver com isso, [a legenda] só está ali por uma formalidade. Eu não fui consultado se era para entrar com essa ação ou não. E, se fosse, teria dito que não. Nós não comungamos dessa opinião”, disse ele.

Além do presidente do Republicanos, o deputado Cláudio Cajado (BA), do PP, afirmou que o partido não foi consultado sobre a ação do PL que pede a anulação de votos em algumas urnas eletrônicas no segundo turno do pleito, informou o jornal O Estado de S. Paulo.

Na quarta-feira (23), o presidente do TSE, ministro Alexandre Moraes, rejeitou a ação do PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, para anular votos do segundo turno das eleições deste ano.

Na decisão, Moraes condenou o PL e os demais partidos da coligação do mandatário a pagarem uma multa de R$ 22,9 milhões por tentar tumultuar o pleito. Deste modo, além do PL, o Progressistas (PP) e o Republicanos foram punidos.

O processo do PL foi apresentado nesta terça-feira (22) com base em um relatório sobre suposta "falha" em cinco dos seis modelos de urnas usadas na votação.

Moraes já havia cobrado no mesmo dia, em uma decisão a jato, que o PL apresentasse dados que comprovem suposta falhas também no primeiro turno das eleições. Isso porque as mesmas urnas questionadas pelo partido foram usadas nos dois turnos da votação, mas o PL só questionou votos na disputa presidencial.

No primeiro turno, o PL elegeu uma ampla bancada no Congresso com 99 deputados federais e oito senadores.

O partido manteve o pedido restrito somente ao segundo turno argumento que estendê-lo para toda a votação causaria "grave tumulto".