Colorimetria: como saber quais cores combinam com você

Colaboradores Yahoo Vida e Estilo
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Close up of Colorful t-shirts on hangers, apparel background
Colorimetria: a técnica define quais cores ficam melhores em cada pessoa. Foto: getty

Por Sarah Alves Moura

Você já reparou quais tons de roupas ficam melhores em você? Segundo o estudo de colorimetria ou coloração pessoal, cada pessoa tem uma cartela indicada, capaz de realçar o visual e trazer um ar mais harmônico.

O estudo vale ainda para maquiagem, acessórios, armação de óculos e até mesmo a cor de cabelo. O método foi criado nos Estados Unidos durante os anos 1940 e relacionou os tons presentes no rosto de cada pessoa com as estações do ano. "Todo mundo entende que o outono é uma estação em que se tem muitas folhas caídas pelo chão, em tom de marrom, terrosos. Os verdes dessa estação, por exemplo, puxam para o verde musgo e militar e, aí, associaram isso à nossa coloração pessoal", explica a consultora de imagem e estilo pessoal Dani Lachter.

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O que eram quatro paletas se transformaram em 12, método conhecido como sazonal expandido - que garante mais possibilidades para entender o que pode ser priorizado por cada pessoa. A consultora de estilo Paula Salvador explica que a técnica se assemelha à escolha da moldura para um quadro, por exemplo. "A nossa ideia é que a moldura seja uma continuação do quadro, que ela não apareça nem mais e nem menos do que ele", comenta.

Como é o processo?

Paula lembra que, para muitos, há a impressão de que os consultores de estilo usam as preferências pessoais na escolha das cores. Mas, na verdade, há um método detalhado por trás.

A metodologia exige que o processo seja realizado com a luz mais natural possível e em frente ao espelho para que a pessoa visualize as diferenças causadas na imagem por cada cor. Primeiro, são analisados os tons da pele, sobrancelha, cílios, íris e veias. O cabelo só é incluído caso esteja com a raiz na cor natural e também não é permitido estar com qualquer tipo de maquiagem.

Para determinar em qual cartela a pessoa se encaixa, a análise compreende quatro pontos:

  • Contraste: que indica as variações de cor no rosto;

  • Profundidade: se a pessoa fica melhor com cores claras ou escuras, e até que ponto está harmônica em cada uma delas;

  • Intensidade: identificam se as cores brilhantes se adequam melhor do que tons suaves e vice-versa;

  • Cores quentes ou frias: indicam se os tons mais harmônicos puxam para cores amarelas ou azuladas, por exemplo.

Na avaliação, são colocados tecidos em diferentes cores para analisar cada um dos tópicos descritos acima. Os resultados são cruzados com as características das quatro estações - cada uma delas têm três cartelas diferentes, sendo que uma destaca a profundidade, outra a intensidade e, a última, as cores quentes ou frias. Segundo a escala, a divisão é:

  • Verão: tons claros, suaves e frios;

  • Primavera: tons claros, brilhantes e quentes;

  • Inverno: tons escuros, brilhantes e frios;

  • Outono: tons escuros, suaves e quentes.

Para que a "moldura" do rosto fique harmônica, a ideia é replicar nas peças de roupas, acessórios e maquiagem os tons que foram identificados na pele. "Quando chegamos no resultado, nós vamos repetir as mesmas cores. A ideia não é contrastar e sim repetir, é a repetição que traz harmonia", explica a consultora Paula Salvador.

Dicas para ter incluir as cores

Tentar descobrir a paleta ideal de forma independente é difícil. Isso porque, além da metodologia exigir conhecimento técnico, o gosto pessoal pode interferir nas escolhas. No entanto, quem deseja incluir mais produções com cores no guarda-roupa deve seguir o instinto na hora de escolher as peças.

Perceber o efeito de cada cor no rosto pode ser uma dica para descobrir quais são as mais indicadas. A riqueza de tons e gama de possibilidades vem apenas com a análise cromática completa. "É um pouco complicado quando a pessoa faz sozinha, porque é difícil separar o gosto pessoal do que realmente fica bom", diz Paula Salvador.

Observar as maquiagens pode ser um ponto-chave para colher algumas dicas, principalmente se a pessoa tiver tons favoritos de batom, por exemplo. "Quando colocamos um batom que não fica bom, a gente sabe, pode não saber porque, mas entende que não deu certo. Isso acontece muitas vezes, até com blush. Mas quando a pessoa tem um batom preferido, em geral ele está na cartela, porque já temos um feeling do que fica bom", diz Carvalho.

Cores, para que te quero?

O intuito da análise de colorimetria não é funcionar como uma barreira para impedir que a pessoa não use mais determinadas roupas. As paletas, na verdade, contemplam todas as cores. O que muda são os tons em cada uma delas.

Encontrar as cores ideias pode ajudar a deixar o rosto mais iluminado e viçoso. "Você vai estar na sua melhor versão, porque vai usar aquilo que realmente te valoriza, deixando a pele mais jovial, alegre. As cores que não são as mais adequadas pesam o visual. Sabe quando se está com aquele ar de cansada? Parece que aquela cor não entrou na sua harmonia", comenta a consultora Dani Lachter.

As maquiagens ideias e os tons indicados para o cabelo também ajudam a trazer uma unidade maior para as produções. Segundo Lachter, a paleta é uma ferramenta para compras mais conscientes e assertivas. "Qualquer conhecimento nos dá liberdade de escolha, não é para ninguém ficar aprisionado no resultado. A partir do momento que você entende que aquelas cores funcionam melhor em você, é natural que você passe a investir nelas", diz. "Em um momento em que se fala tanto em consumo consciente, conseguir fazer compras direcionadas para o que funciona para você é maravilhoso."