Colunistas do GLOBO analisam vitória do Equador contra o Catar pela Copa do Mundo

Por mais que Equador e Catar não devam ir longe na Copa do Mundo, as equipes fizeram uma partida inaugural movimentada. Enquanto os donos da casa demonstraram a fragilidade esperada, os sul-americanos aproveitaram as chances que tiveram no primeiro tempo, mas também não apresentaram um futebol de encher os olhos.

Após o apito final, colunistas do GLOBO analisaram a partida e, entre elogios ao trabalho de divisões de base feito no Equador e críticas em relação a velocidade do jogo, avaliaram a primeira partida da Copa do Catar.

— Este jovem Equador é retrato de um trabalho de revelação de jogadores sendo feito no país. Intimamente ligado ao sucesso do Indep Del Valle. 7 titulares em campo de até 25 anos. Cinco deles formados no IDV — afirmou Carlos Eduardo Mansur, lembrando do reconhecido trabalho de revelação de jogadores que é feito no Independiente Del Valle, que venceu a Copa Sul-Americana nessa temporada ao superar o São Paulo.

Já PC Vasconcellos e Marcelo Barreto falaram sobre a intensidade apresentada na partida.

— Estou intrigado com a lentidão do jogo. Achei que a bola agarrou no gramado. Não sei se tem a ver com os times, a grama ou a própria bola. Mas essa foi uma das curiosidades que o jogo me trouxe — falou Barreto.

— Houve uma diferença muito acentuada do ponto de vista de dinâmica de jogo, intensidade, entre o primeiro e o segundo tempo. A fragilidade da seleção catari é evidente, mas o jogo caiu muito no segundo tempo — disse PC Vasconcellos.

Por sua vez, Thales Machado, que além de colunista é editor de Esportes do Globo, enfatizou a atuação do artilheiro Enner Valencia, que marcou os dois gols da vitória do Equador.

— Sinceramente, Equador poderia ter mostrado mais contra a fraca seleção do Qatar - que acho que melhora nos dois últimos jogos, mesmo sem vencer. A única coisa legal do jogo foi a consolidação do personagem Enner Valencia na história das Copas — analisou.