Comércio e serviços avaliam com cautela nova flexibilização em São Paulo

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Representantes dos setores de comércio e de serviços da cidade de São Paulo avaliam com cautela a nova flexibilização das atividades econômicas anunciada pelo governador João Doria (PSDB). Entre este domingo (1º) e 16 de agosto, comércio, bares e restaurantes podem abrir até a meia-noite com 80% da capacidade de público. Já a partir do dia 17 não haverá mais limite e horário e de pessoas.

"Esperamos que o abre e fecha acabe de uma vez com as medidas de maior abrangência da vacinação e com menos óbitos e internações, para que a população possa retomar suas atividades", avalia Luís Augusto Ildefonso, diretor institucional da Alshop (Associação Brasileira dos Lojistas de Shopping).

A análise de entidades como a Alshop e outras tais como Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), Fecomércio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) e da ACSP (Associação Comercial de São Paulo) é a de que esperança trazida pelo anúncio se transforme em frustração devido a um eventual recrudescimento da pandemia causado pelo relaxamento da população com as regras sanitárias.

"É preciso tratar da crise sanitária para que se possa tratar da economia. Não queremos que aconteça o que está sendo visto nos EUA, onde as pessoas tomaram a primeira dose e houve relaxamento, com aumento de casos", lembrou Fábio Piva , o assessor econômico da Fecomércio.

Um dos setores da economia mais castigados nesse período de crise sanitária foi o de bares e restaurantes. "A maior abertura é bem-vinda, pois ajuda a equilibrar as contas. De um total de 60 mil estabelecimentos na cidade em março de 2020, 30% deles fecharam. O restante, 90%, está endividado", esclarece Percival Maricato, da Abrasel.

Uma das datas mais esperadas pelo comércio, como o Natal, o Dia das Mães e o Dia dos Namorados, o Dia dos Pais, a ser comemorado no domingo, 8 de agosto, é aguardado com muita esperança pelas entidades.

Marcel Solimeo, economista-chefe da ACSP, acredita na melhora das vendas do comércio. "Na comparação com o ano passado, o Dia dos Pais deve registrar um crescimento de cerca de 10%", pondera.

O representante da Alshop também aguarda um avanço, mas dentro de uma situação pandêmica. "Esperamos um Dia dos Pais na mesma linha das últimas datas festivas, com um crescimento cautelar ainda fora da normalidade, por conta da instabilidade vivida", projeta Ildefonso.

A Abrasel, por sua vez, espera que as reuniões de confraternização de Dia dos Pais possam trazer mais público aos bares e restaurantes. "Mesmo em época de crise o faturamento tende a aumentar de 20 a 100% nas datas festivas. Estamos tentando segurar preços para atrair a clientela, apesar da inflação elevada, do aumento de impostos e dos juros bancários", finaliza.

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