Com 1.186 mortes, Brasil tem 2º maior número de óbitos por Covid-19 desde 02 de setembro, diz boletim

Bruno Alfano
·3 minuto de leitura
Brenno Carvalho / Agência O Globo

RIO — O Brasil registrou nesta terça-feira, 1.186 mortes por Covid-19. Essa é a segunda maior número de óbitos desde 02 de setembro — só atrás do dia 30 de dezembro, quando foram registrados 1.224 vidas perdidas. Já o número de contaminados nas últimas 24 horas foi 57.447. Desde o início da pandemia, 197.777vidas foram perdidas para o novo coronavírus e 7.812.007 foram infectados. A média móvel de mortes ficou em 723 e a de casos, 32.260.

A "média móvel de 7 dias" faz uma média entre o número do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda dos casos ou das mortes. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o "ruído" causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.

Os dados são do consórcio formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo e reúne informações das secretarias estaduais de Saúde divulgadas diariamente até as 20h. A iniciativa dos veículos da mídia foi criada a partir de inconsistências nos dados apresentados pelo Ministério da Saúde.

Contador ironiza Bolsonaro e mostra que ninguém virou jacaré após tomar vacina

Ironizando um comentário do presidente Jair Bolsonaro, um contador que utiliza levantamento do Our World in Data mostra que ninguém virou jacaré após tomar vacina contra a Covid-19. Trata-se do "Jacaré Tracker", que estima quantas doses já foram administradas no mundo, sem levar em conta as que foram usadas em testes.

O site, disponibilizado também em inglês, reforça que a vacinação ainda não começou no Brasil. São mostrados três dados: 13 milhões de doses administradas no mundo, o número zero para quem tornou-se jacaré, e novamente uma quantidade zerada para a campanha de imunização da população brasileira até o momento. Foram analisados os dados de cada país entre 14 de dezembro e esta segunda-feira, e o cálculo conta com a colaboração de pesquisadores da Universidade de Oxford e da ONG Global Change Data Lab. A estimativa é atualizada diariamente.

Pfizer diz que não negocia vacina com estados

A Pfizer Brasil negou nesta terça-feira a existência de negociações paralelas com estados brasileiros para o fornecimento de doses de sua vacina contra a Covid-19, desenvolvida em parceria com o laboratório alemão BioNTech e disse manter o diálogo aberto com o governo federal. Nesta segunda-feira, em entrevista à rádio CBN, o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Carlos Lula, afirmou que a farmacêutica americana procurou a entidade após enfrentar dificuldades na interlocução com o Ministério da Saúde.

Em comunicado, a Pfizer afirma que recebeu alguns contatos de governos estaduais, mas ressaltou que tem atuado diretamente com governos federais "em todo o mundo para que sua vacina possa ser uma opção na luta contra a pandemia". Nesse sentido, por aguardar uma definição do governo brasileiro, "não procede a informação de que a empresa mantém negociações paralelas com governos estaduais".