Com 1.233 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, país tem 5.971 vidas perdidas registradas durante a Semana Santa

Bruno Alfano
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RIO - Após registrar 1.233 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, o Brasil acumula 331.530 óbitos pela doença até este domingo. Só no feriado da Semana Santa, foram registradas 5.971. vidas perdidas. Há, no entanto, a expectativa de ter havido subnotificação por conta da Páscoa.

Os dados foram reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa formado por O GLOBO, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo, que compila informações divulgadas pelas secretarias estaduais de Saúde.

No último dia, o país teve 30.939 pessoas diagnosticadas com infecção pelo novo coronavírus, totalizando 12.983.560 casos até agora.

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A média móvel de sete dias do número diário de mortes no país agora está em 2.747, o que representa aumento de 19% nas últimas duas semanas. Os três estados com maior aumento (ou menor redução) percentual no número de mortes são Rio de Janeiro (86%), Distrito Federal (79%) e Espírito Santo (68%).

A média móvel de sete dias se refere aos números de mortes e casos do dia e dos seis anteriores. A medida é comparada com a média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda na epidemia. O cálculo é um recurso para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o "ruído" causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por redução de mão-de-obra.

O Brasil conseguiu aplicar a primeira dose de vacina contra Covid-19 até agora em 19.474.826 pessoas (9,20% da população), e 5.389.211 já receberam a segunda dose, o que representa uma cobertura vacinal completa de 2,55%.

O três estados que mais avançaram agora em aplicação da primeira dose foram Mato Grosso do Sul (12,3%), Bahia (11,49%) e Rio Grande do Sul (11,03%). Os que mais estão atrasados na aplicação da vacina são Acre (5,56%), Mato Grosso (5,6%) e Maranhão (6,03%).

O Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde, da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, prevê que o número de mortos em abril por Covid-19 pode chegar a 100 mil no Brasil. Segundo uma pesquisa da instituição, o número de mortos pode saltar dos atuais 330.297, registrados neste sábado, para 436 mil em 4 de maio.

No dia 1º, a universidade projetava três cenários para o país, dependendo de fatores como a disseminação de variantes do vírus, uso de máscaras e respeito ao distanciamento social. Esse número pode cair para 429 mil mortes caso 95% da população use máscara em público.

O pico deve acontecer em 24 de abril, quando o númerro de mortes em 24 horas pode chegar a 4 mil.

A universidade projeta ainda que até o final do primeiro semestre, no dia 1 de julho, o Brasil atinja quase 600 mil mortos no total, com 595 mil vidas perdidas no pior cenário. No caso da adoção de máscaras por quase toda a população, cerca de 88 mil vidas seriam salvas, e o total ficaria em 507 mil.

O ápice do uso de recursos hospitalares como leitos de UTI e respiradores, deve acontecer no próximo dia 12, segundo o IHME.