Com 1.266 mortes, Brasil tem maior número de óbitos por Covid-19 desde agosto, mostra consórcio de veículos de imprensa

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Foto: Hermes de Paula / Agencia O Glob / Agência O Globo

O Brasil registrou nesta quarta-feira 1.266 mortes causadas pela Covid-19, o maior número desde 18 de agosto, quando foram notificados 1.365 óbitos. No total, 199.043 vidas foram perdidas para o novo coronavírus no país. Nesta quarta-feira, 62.532 novos casos de coronavírus foram anunciados, elevando para 7.874.539. A média móvel de mortes ficou em 729.

A "média móvel de 7 dias" faz uma média entre o número do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda dos casos ou das mortes. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o "ruído" causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.

Os dados são do consórcio formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo e reúne informações das secretarias estaduais de Saúde divulgadas diariamente até as 20h. A iniciativa dos veículos da mídia foi criada a partir de inconsistências nos dados apresentados pelo Ministério da Saúde.

O governo de São Paulo planeja criar um sistema de drive-thru para aumentar os locais de vacinação contra o novo coronavírus. Em videoconferência realizada na manhã desta quarta-feira com prefeitos eleitos no estado, o secretário de Saúde, Jean Gorinchteyn afirmou que o plano estadual de imunização será diferente das campanhas já realizadas, em razão do impacto da crise sanitária causada pela Covid-19.

Em razão disso, afirmou o secretário, os postos de vacinação foram ampliados de 5200 nos 645 municípios para até 10 mil locais, incluindo escolas, quartéis da PM, estações de trem e de ônibus, farmácias e até mesmo sistemas de drive-thru. Segundo o governo, cidades que obedecerem ao plano serão priorizadas e os municípios que não seguirem as regras irão "para o fim da fila".

Governadores questionaram ao Ministério da Saúde a garantia de insumos para realizar a vacinação contra Covid-19. A cobrança foi feita em realizada nesta terça-feira. Na ocasião, os gestores levantaram a dúvida sobre a disponibilidade seringas e equipamentos de proteção individual.

De acordo com o governador do Piauí e membro do Fórum de Governadores, Wellington Dias, o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros, disse que levaria as dúvidas ao Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira que o Ministério da Saúde suspendeu a compra de seringa até que os preços "voltem à normalidade". Bolsonaro também disse que estados e municípios têm estoques de seringas suficientes para o início da vacinação contra a Covid-19.

Na semana passada, uma licitação realizada pelo Ministério da Saúde para comprar seringas e agulhas fracassou. A pasta só conseguiu garantir 7,9 milhões de unidades enquanto buscava adquirir 331,2 milhões. As empresas reclamaram que os preços pagos pelo governo estavam abaixo dos praticados no mercado.