Com 1.452 mortes por Covid-19 registradas em 24 horas, Brasil tem média móvel de 1.073, a maior desde julho

Evelin Azevedo
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O Brasil registrou 1.452 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas. Este é o terceiro dia com mais óbitos desde o ínicio da pandemia. Assim, o país totaliza 236.397 vidas perdidas para o novo coronavírus. A média móvel ficou em 1.073 mortes, a maior desde 26 de julho. O cálculo é 1% maior do que o número de duas semanas atrás. As informações são do boletim das 20h do consórcio de veículos de imprensa.

Confira os dez dias com mais registros de mortes por Covid-19:

Cinco dos dez dias com mais registros de óbitos ocorreram em 2021.

Desde 20h de terça-feira, 53.993 novos casos foram registrados. No total, 9.716.298 pessoas já foram infectadas pelo novo coronavírus. A média móvel foi de 45.504 diagnósticos positivos, 13% menor do que o cálculo de 14 dias atrás.

A "média móvel de 7 dias" faz uma média entre o número do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda dos casos ou das mortes. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o ruído" causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.

Mais de 4 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 já foram aplicadas em todo território nacional. Foram 4.584.338 de vacinas aplicadas em 1ª dose até agora e 108.735 em 2ª dose. Apenas 2,16% da população brasileira recebeu a 1ª dose enquanto que 0,05% recebeu a segunda.

Os dados são do consórcio formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo e reúne informações das secretarias estaduais de Saúde divulgadas diariamente até as 20h. A iniciativa dos veículos da mídia foi criada a partir de inconsistências nos dados apresentados pelo Ministério da Saúde.

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou nesta quinta-feira que será "trágico" a curva de contaminação do novo coronavírus apresentada em Manaus (AM) no início do ano se repetir em qualquer outro lugar do Brasil. Pazuello admitiu que "ninguém estava preparado" para o que aconteceu na capital amazonense, onde o sistema de saúde colapsou, e alegou que "não há estrutura que aguente" esse nível de elevação.

— Havia um aumento previsível, mas não na velocidade da curva que nós vimos. O aumento previsível vinha também pela sazonalidade do ano: nós estamos no meio do inverno do Norte, que é a chuva, e o momento da chuva no Norte aumenta as doenças pulmonares. Então, esperava-se que houvesse um novo aumento dessa contaminação neste momento, e nós estávamos preparados para isso, mas não para o tamanho do impacto e da curva que aconteceu. Ninguém estava — afirmou no Senado.

O alerta de que uma mulher está com hepatite medicamentosa, correndo risco de necessitar de um transplante de fígado, supostamente por tomar 18 mg por dia de ivermectina por uma semana para combater um quadro leve de Covid-19 fez médicos mais uma vez pedirem que a população não use remédios de forma indiscriminada contra a doença.

O caso foi alertado em um tuíte do pneumologista Frederico Fernandes, presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia. Após a postagem, o médico fechou suas redes sociais em razão de ataques virtuais.

Faça o teste: Qual é o seu lugar na fila da vacina?

“Me solicitaram avaliação para uma paciente com hepatite medicamentosa. Está a um passo de precisar de um transplante de fígado. Ganha um troféu quem adivinhar qual medicação foi a culpada”, diz no tuíte. “Pois é. Hepatite medicamentosa por ivermectina. 18 mg por dia por uma semana. Por Covid leve em jovem. Muito triste ver uma pessoa jovem a ponto de precisar de um transplante por usar uma medicação que não funciona em uma situação que não precisa de remédio algum."