Com 118 mil votos, Delegado Palumbo vai reinaugurar bancada da bala em SP

THIAGO AMÂNCIO
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O resultado surpreendeu quem acompanhava a eleição à Câmara Municipal de São Paulo. Novato da política, o delegado Mario Palumbo Jr. (MDB), 46, teve 118.395 votos e foi o terceiro candidato a vereador mais votado. Sua campanha custou R$ 77 mil e ele teve quase a mesma quantidade de votos de Milton Leite (DEM), cacique da zona sul cuja campanha custou R$ 2,4 milhões. Delegado da Polícia Civil do Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos), Palumbo é conhecido nas redes sociais --tem quase 500 mil seguidores só no Instagram. Entrou para a política a convite do amigo e apresentador da Band José Luiz Datena. Ele deve reinaugurar a bancada da bala na Câmara, que em outras legislaturas já teve nomes como Coronel Telhada e Coronel Camilo. * Pergunta - O sr. foi o 3º vereador mais votado. Surpreendeu o sucesso das urnas? Mario Palumbo Jr. - A gente trabalhou 15 horas por dia pedindo votos ao povo em feira, porta de metrô, em todas as regiões. Não aceitamos o fundo eleitoral, que está na lei, mas na minha opinião é imoral, ainda mais em um momento em que as pessoas estão passando fome, na pandemia. Como vai ser seu mandato? Quais suas principais propostas? MP - Trabalhei 20 anos como delegado de polícia. Minha alma é de policial. Tanto é que nós fizemos prisão na pré-campanha, quando pegamos um ladrão de carro após sair de uma reunião. Depois fizemos prisão na campanha, saindo de uma igreja. Eu sempre trabalhei com segurança. Acho que temos que ter uma GCM forte, fazendo o papel de polícia municipal, combatendo tráfico na porta de escola municipal, indo pra cima de desmancheiros criminosos. O sr. será alinhado ou contrário às pautas de um eventual governo Bruno Covas? MP - O meu lado sempre será o povo de bem. Se tiver algum projeto que vá contra os interesse do povo, pode ser o partido A, B ou C, eu vou votar contra. E se o próximo prefeito for Guilherme Boulos? MP - Eu não voto projetos contra a GCM, porque acho que eles têm que ser prestigiados, independentemente se o prefeito for Covas ou Boulos. A gente tem que valorizar os professores da rede municipal de ensino, os médicos, enfermeiros. O funcionalismo público não pode ser tão malvisto como ele é por determinados partidos, eu não aceito isso. Mas o sr. tem alguma preferência entre os dois candidatos? MP - Eu não voto no Boulos. Para bom entendedor, é isso. Neste ano foram eleitos muitos ativistas de esquerda, que defendem propostas contrárias às suas. Como vai ser a relação com vereadores de outros partidos? MP - Vai ter diálogo, o diálogo tem que prevalecer na política. A gente tem que discutir propostas. Se for uma proposta boa, por que não se aliar? O político tem que servir o povo, e não o povo servir o político. Que avaliação o sr. faz do governo Bolsonaro? MP - Eu sou uma pessoa que sempre pensa no Brasil, sempre pensa nas pessoas de bem. Eu tenho certeza de que ele é uma boa pessoa e que quer o bem do país. Então eu apoio ele, sim.