Com 17 estados e o DF com ocupação de UTIs superior a 90%, Fiocruz vê momento “extremamente crítico” e pede lockdown

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UTIs estão lotadas por todo o Brasil (Gustavo Basso/NurPhoto via Getty Images)
UTIs estão lotadas por todo o Brasil (Gustavo Basso/NurPhoto via Getty Images)
  • Novo boletim da Fiocruz mostrou que 17 estados, mais o DF, estão com ocupação superior a 90% em suas UTIs

  • Fundação destacou que o momento vivido por São Paulo serve de alerta para o resto do país

  • Entre as medidas necessárias para combater a Covid-19, apontou a importância de adoção do lockdown

A Fiocruz divulgou nesta quarta-feira o mais recente boletim extraordinário do Observatório da Covid-19, que classificou como “extremamente crítico” o quadro geral do país. Dezessete estados, além do Distrito Federal, estão com taxa de ocupação de UTIs para tratamento do coronavírus superior a 90%.

São eles:

  • Norte: Rondônia (98%), Acre (97%), Amapá (100%) e Tocantins (97%);

  • Nordeste: Piauí (96%), Ceará (94%), Rio Grande do Norte (95%) e Pernambuco (97%);

  • Sudeste: Minas Gerais (94%), Espírito Santo (94%) e São Paulo (92%);

  • Sul: Paraná (93%), Santa Catarina (99%) e Rio Grande do Sul (95%);

  • Centro-Oeste: Mato Grosso do Sul (100%), Mato Grosso (97%), Goiás (94%) e Distrito Federal (97%).

Apenas duas unidades federativas permanecem na zona de alerta intermediário: Amazonas, com 76%, e Roraima, 62%. Todas as outras estão na zona de alerta crítico, com mais de 80%.

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Diante deste cenário, a Fiocruz destacou a necessidade da adoção do lockdown em todo o Brasil por pelo menos duas semanas, para que haja redução significativa das taxas de transmissão, número de casos e das pressões sobre o sistema de saúde.

Mapa mostra como está a ocupação dos leitos de UTIs por estado - Foto: Divulgação/Fiocruz
Mapa mostra como está a ocupação dos leitos de UTIs por estado - Foto: Divulgação/Fiocruz

Além disso, a Fundação reafirmou a importância de medidas de resposta para a adequação de oferta de leitos e a ampliação das ações de saúde da Atenção Primária em Saúde (APS), com abordagem territorial e comunitária.

Situação de São Paulo serve de alerta

Segundo o boletim, o momento vivido por São Paulo é um alarme de como a crise afeta o sistema de saúde e o quadro sanitário do país. Em fevereiro, o estado contava com 111 municípios com estrutura hospitalar para o enfrentamento da Covid-19, 26,4% em relação ao total do país.

Por outro lado, Roraima e Amazonas, que viveram suas maiores crises e colapsos há alguns meses, totalizavam 0,4% dos municípios do país com esta capacidade instalada.

Gráfico mostra evolução dos leitos - Foto: Divulgação/Fiocruz
Gráfico mostra evolução dos leitos - Foto: Divulgação/Fiocruz

“Neste novo patamar da pandemia, a situação mudou drasticamente. Se Manaus (Amazonas), com o colapso do seu sistema de saúde, constituiu um alerta do que poderia ocorrer em outros estados, a situação hoje de São Paulo (São Paulo) é um alarme do quanto esta crise pode ser mais profunda e duradoura do que se imaginava até então", apontaram os pesquisadores.

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