Com 21 anos, Pajero IO é o 2º carro mais valorizado de agosto

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Foto de um cofrinho posicionado ao lado da roda de um carro
Top 5 inclui Chevrolet Tracker 2021, Fiat 500 2014 e Audi Q3 2017.
(Getty Creative)
  • Carros com quatro a dez anos de uso valorizaram nos primeiros seis meses do ano

  • O modelo mais valorizado foi o Citroen C3 2017

  • Escassez de semicondutores e alta nos preços têm feito com que os consumidores deem preferência a veículos de segunda mão

Os modelos de carro com quatro a dez anos de uso tiveram valorização média de 13% no primeiro semestre de 2021. É o que indica o relatório da Kelley Blue Book Brasil (KBB Brasil). No mês de agosto, o Citroen C3 2017 foi o que melhor se posicionou no ranking.

Segundo a InstaCarro, startup que auxilia a venda de veículos usados ou seminovos, o modelo foi comercializado pela plataforma com a melhor valorização, atingindo 13% em relação à tabela FIPE.

“Ao longo de todo o ano estamos acompanhando a valorização dos seminovos. Em alguns meses, modelos foram comercializados até 24% acima da tabela. E isso, claro, se deve a toda a escassez dos novos no mercado. O Citroen C3 2017, por exemplo, teve um aumento de 22% no preço em relação ao negociado em julho, pela nossa plataforma”, explica o CEO e fundador da startup, Luca Cafici, para a Money Times.

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Logo em seguida, com valor de negociação 8% maior, está o Mitsubishi Pajero IO 2000. Os 21 anos do modelo não afetaram seu sucesso, já que se classificou como o segundo mais valorizado de agosto.

O Chevrolet Tracker 2021, Fiat 500 2014 e Audi Q3 2017 compõem o top 5 do mês.

Mínimo de R$ 40 mil em carros novos

O consumidor que quiser comprar um carro novo e pagar barato terá que desembolsar, pelo menos, R$ 39.985,00. Esse é o preço de um Fiat Mobi Easy Comfort 1.0, atualmente o carro mais barato do Brasil.

Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), 11 fábricas de veículos leves estão com atividades parciais ou paradas devido à falta de semicondutores. Em agosto, a produção de veículos leves teve o pior desempenho para o mês desde 2003.

“As fábricas estão tendo que fazer uma verdadeira ginástica para conseguir atender os clientes”, disse Luiz Carlos Moraes, presidente da entidade, a jornalistas durante a apresentação dos números do setor de agosto.

A escassez deve durar até o final deste ano, pelo menos, conforme prevê a Anfavea. 

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