Com 3.368 mortes por Covid-19, Brasil registra novo recorde de média móvel de óbitos

Evelin Azevedo
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O Brasil bateu um novo recorde na média móvel de mortes por Covid-19: no número chegou a 2.548, maior 39% em comparação ao cálculo de duas semanas atrás. O país registrou 3.368 óbitos nas últimas 24h, o maior número em um fim de semana, e totaliza 310.694 vidas perdidas para o novo coronavírus. Este é o segundo dia com mais mortes notificadas em 24h, atrás apenas de sexta-feira, quando foram registrados 3.600 óbitos.

Os dados são do consórcio formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo e reúne informações das secretarias estaduais de Saúde divulgadas diariamente até as 20h. A iniciativa dos veículos da mídia foi criada a partir de inconsistências nos dados apresentados pelo Ministério da Saúde.

Os números deste sábado ainda são reflexo do represamento de dados causado pelas mudanças feitas no sistema de notificação de óbitos pelo ministério da Saúde esta semana. A pasta passou a pedir mais dados das vítimas, como CPF, número do cartão SUS, nacionalidade e se tomou ou não vacina contra a Covid. Mas voltou a trás. As alterações constantes causaram instabilidade e lentidão na plataforma.

Desde as 20h de sexta-feira, 81.909 casos foram notificados, elevando para 12.489.232 o total de pessoas que se contaminaram com o coronavírus. A média móvel foi de 77.128 diagnósticos positivos,16% maior do que o cálculo de 14 dias atrás. Este é o novo recorde.

A "média móvel de 7 dias" faz uma média entre o número do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda dos casos ou das mortes. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o ruído" causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.

Vinte e duas unidades da federação atualizaram seus dados sobre vacinação contra a Covid-19 neste sábado. Em todo o país, 15.248.847 pessoas receberam a primeira dose de um imunizante, o equivalente a 7,20% da população brasileira. A segunda dose da vacina, por sua vez, foi aplicada em 4.678.451 pessoas, ou 2,21% da população nacional.

O ministro da Saúde Marcelo Queiroga divulgou um pronunciamento neste sábado no qual pede à população para evitar aglomerações no feriado da Páscoa e para utilizar máscaras de proteção facial. Queiroga também defendeu as ações de vacinação e disse que a meta para o mês de abril é vacinar 1 milhão de pessoas por dia.

O ministro ressaltou ser "muito importante" orientar sobre o uso das máscaras e disse que elas bloqueiam a circulação do vírus. Seu chefe, o presidente Jair Bolsonaro, sempre foi avesso à utilização do acessório e até já fez críticas públicas às máscaras faciais.