Com 3.462 mortes nas últimas 24h, Brasil tem 5º dia de média móvel de óbitos por Covid-19 acima de três mil

Bruno Alfano
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RIO — O Brasil registrou neste quarta-feira 3.462 mortes por Covid-19. Com este número, o país chega a 3.012 de média móvel de óbitos. É o quinto dia consecutivo que o número fica acima de 3 mil. O país totaliza 362.180 vidas perdidas para o novo coronavírus.

Desde 20h de terça-feira, 75.998 novos casos foram notificados pelas secretarias de saúde, totalizando 13.677.564 infectados pelo Sars-CoV-2. A média móvel foi de 68.648 diagnósticos positivos, 7% menor maior do que o cálculo de 14 dias atrás. Uma variação entre -15% e 15% significa tendência de estabilidade.

A "média móvel de 7 dias" faz uma média entre o número do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda dos casos ou das mortes. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o ruído" causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.

Vinte e seis estados atualizaram seus dados sobre vacinação contra a Covid-19 nesta quarta-feira. Em todo o país, 24.955.936 pessoas receberam a primeira dose de um imunizante, o equivalente a 11,79% da população brasileira. A segunda dose da vacina, por sua vez, foi aplicada em 8.121.083 pessoas, ou 3,84% da população nacional.

Os dados são do consórcio formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo e reúne informações das secretarias estaduais de Saúde divulgadas diariamente até as 20h. A iniciativa dos veículos da mídia foi criada a partir de inconsistências nos dados apresentados pelo Ministério da Saúde.

A Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz) anunciou que entrega, até a próxima sexta-feira, 5 milhões de vacinas contra a Covid-19 ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). Nesta quarta-feira, foram entregues cerca de 2,2 milhões de doses da vacina AstraZeneca/Oxford, das quais 215 mil seguirão diretamente para o estado do Rio de Janeiro.

Para a próxima sexta-feira, 16, está prevista a entrega de 2,8 milhões de doses do imunizante, totalizando 5 milhões na semana. Segundo a Fiocruz, o cronograma pactuado com o Ministério da Saúde segue o esquema de entregas semanais e está sujeito à logística de distribuição definida pela pasta.

Já o Instituto Butantan receberá no dia 19 um novo lote de insumos que serão usados para a fabricação de 5 milhões de doses da Coronavac. A informação foi confirmada nesta quarta, 14, em entrevista realizada pelo governo do Estado.

— Hoje nós recebemos a confirmação da chegada de 3 mil litros de matéria-prima para o dia 19 e com isso permitiremos a produção de mais de 5 milhões de doses, que serão entregues para completar o primeiro contrato com o Ministério [da Saúde] e já iniciar o segundo — disse Dimas Covas, diretor do Instituto.

A carga, que será enviada pelo laboratório chinês Sinovac, é necessária para a finalização do contrato de 46 milhões de doses que o Butantan assinou com o governo federal com prazo de entrega até o fim de abril. Até o momento, foram entregues 40,7 milhões de vacinas. Covas admitiu que haverá atraso na conclusão do compromisso, que agora está previsto para acabar só em 10 de maio.

— Na realidade, para a primeira semana de abril estava prevista a chegada de 6 mil litros de insumos da China. E esses 6 mil litros foram particionados lá na China em duas remessas de 3 mil litros. A primeira é essa que chega no dia 19, como eu mencionei. E estamos aguardando a autorização para a segunda remessa de 3 mil litros, para fechar o que estava previsto para abril — afirmou o diretor.

Segundo Dimas Covas, a matéria-prima para a produção a partir daí “ainda não está autorizada”, porque a autorização ocorre “lote a lote”.

Anteriormente, em 8 de abril, Dimas Covas e o governador de São Paulo, João Doria, haviam anunciado que esse primeiro carregamento com 3 mil litros do insumos chegaria até o dia 20, sem garantir a data exata. Segundo contaram na ocasião, a segunda remessa de 3 mil litros seria esperada para desembarque em São Paulo até o final do mêso