Com 3.600 mortes por Covid-19, Brasil tem novo recorde em 24h; estados indicam represamento de dados

Evelin Azevedo
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O Brasil registrou nesta sexta-feira um novo recorde de mortes por Covid-19. Foram 3.600 óbitos notificados em apenas 24h. A média móvel voltou a chegar em seu patamar mais alto: 2.400 (veja estado por estado mais abaixo). Este número é 32% maior do que o de duas semanas atrás. O país totaliza 307.326 vidas perdidas para o novo coronavírus.

Estados como São Paulo, Goiás, Santa Catarina e Rio Grande do Sul atribuíram o aumento no número de óbitos a represamentos causados pelas mudanças feitas no sistema de notificação pelo ministério da Saúde esta semana. A pasta passou a pedir mais dados das vítimas, como CPF, número do cartão SUS, nacionalidade e se tomou ou não vacina contra a Covid. Mas voltou a trás. As alterações constantes causaram instabilidade e lentidão na plataforma.

Desde as 20h de quinta-feira, 82.558 casos foram notificados, elevando para 82.558 o total de pessoas que se contaminaram com o coronavírus. A média móvel foi de 75.759 diagnósticos positivos, 6% maior do que o cálculo de 14 dias atrás.

A "média móvel de 7 dias" faz uma média entre o número do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda dos casos ou das mortes. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o ruído" causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.

O Ceará não informou, até às 20h, novos dados sobre os casos e mortes de Covid-19 ocorridos no estado.

Vinte e seis unidades da federação atualizaram seus dados sobre vacinação contra a Covid-19 nesta sexta-feira. Em todo o país, 14.883.220 pessoas receberam a primeira dose de um imunizante, o equivalente a 7,03% da população brasileira. A segunda dose da vacina, por sua vez, foi aplicada em 4.640.586 pessoas, ou 2,19% da população nacional.

Os dados são do consórcio formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo e reúne informações das secretarias estaduais de Saúde divulgadas diariamente até as 20h. A iniciativa dos veículos da mídia foi criada a partir de inconsistências nos dados apresentados pelo Ministério da Saúde.

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