Com 3.950 mortes por Covid-19 em 24h, Brasil bate novo recorde de óbitos

Evelin Azevedo
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RIO — Com 3.950 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, o Brasil registrou nesta quarta-feira o recorde de óbitos desde o início da pandemia. O número elevou para 321.886 o total de vidas perdidas para o novo coronavírus. Pela primeira vez, o país contabilizou mais de 20 mil mortes em uma semana. Nos últimos sete dias foram 20.799 óbitos.

Os dados foram reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa formado por O GLOBO, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo, que compila informações divulgadas pelas secretarias estaduais de Saúde.

A média móvel foi de 2.971 mortes, um novo recorde. O cálculo é 42% maior que o índice de duas semanas atrás.

No último dia, o país teve 89.200 pessoas diagnosticadas com infecção pelo novo coronavírus, totalizando 12.753.258 casos até agora. A média móvel foi de 75.154 diagnósticos positivos, 5% maior que o cálculo de 14 dias atrás.

A média móvel de sete dias do número diário de mortes no país agora está em 2.971, o que representa aumento de 42% nas últimas duas semanas. Os três estados com maior aumento (ou menor redução) percentual no número de mortes são Rio de Janeiro (121%), Distrito Federal (111%) e Espírito Santo (106%).

A média móvel de sete dias se refere aos números de mortes e casos do dia e dos seis anteriores. A medida é comparada com a média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda na epidemia. O cálculo é um recurso para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o "ruído" causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por redução de mão-de-obra.

Das 27 unidades da federação, 17 estão com o número de óbitos em viés de elevação nas últimas duas semanas, e 10 estão com os números em queda.

Levando em conta o número de casos (incluindo os não letais) a variação indica uma tendência quinzenal de estabilidade em escala nacional.

O Brasil conseguiu aplicar a primeira dose de vacina contra Covid-19 até agora em 17,620,872 pessoas (8,32% da população), e 5,091,611 já receberam a segunda dose, o que representa uma cobertura vacinal completa de 2,40%.