Com 44% da população com a segunda dose, Queimados pretende flexibilizar uso de máscaras quando atingir a meta de 75%

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Há um mês a cidade de Queimados figurava em um relatório da Alerj como a cidade com a pior cobertura vacinal do estado, com 14% da população com o esquema vacinal completo. A prefeitura diz que esse resultado foi por causa de atraso no envio dos dados para o sistema do SUS, que embasaram o levantamento, e que já foram inseridos no sistema.

Hoje, a cidade tem 44% da população com a segunda dose, e pretende flexibilizar o uso de máscaras quando atingir a marca de 75% da população com o esquema vacinal completo, com expectativa para dezembro. Há 1.412 moradores que não retornaram aos postos para tomar a segunda dose das vacinas Coronavac e AstraZeneca. A prefeitura afirma que ainda não tem o número de faltosos da Pfizer.

O motorista de caminhão Matheus Mendes, de 33 anos, esteve no posto do Ginásio Metodista na manhã da última quinta-feira para tomar a segunda dose da AstraZeneca, e acredita que a prefeitura deveria melhorar a comunicação sobre os postos de vacinação:

— Acho que a divulgação poderia ser melhor e também a escolha dos postos de vacinação. A divulgação tinha que ser mais ampla, usar as mídias sociais. Quanto maior a divulgação, melhor o resultado. Acho que o que dificulta também é o horário, a prefeitura poderia ampliar o horário de atendimento — diz.

Cada dia da semana tem um posto de vacinação diferente ofertando o imunizante contra Covid-19 de 9h às 15h, com exceção dos pontos de vacinação da Igreja Presbiteriana e do Ginásio Metodista que funcionam de segunda a sexta, das 9h às 16h.

A moradora Juliana dos Santos Almeida, de 27 anos, tomou a primeira dose da vacina na Vila Olímpica e foi orientada a tomar a segunda no ponto da Escola Metodista. O mesmo aconteceu com Patricia Coelho de Souza, de 34 anos, que tomou a primeira dose na Igreja Presbiteriana e estava com a segunda dose marcada para a Escola Metodista. Segundo a prefeitura, o posto de vacinação da Igreja Presbiteriana oferecia apenas a primeira dose, mas atualmente todos os postos ofertam a primeira, segunda e a dose de reforço.

Para Patricia, o sentimento de tomar a segunda dose foi de tranquilidade:

— Eu tive a doença no início do ano passado, a gente fica mais tranquilo — diz. Ela lembra que sentiu dores no corpo, dor de cabeça e chegou a perder olfato e paladar por cinco meses, e ainda sente dificuldade para sentir o cheiro das coisas.

O morador Milson de Souza Viana, de 40 anos, atrasou em uma semana a sua segunda dose porque não conseguiu ir a um posto durante o período de trabalho, já que ele trabalha em outra cidade, e aproveitou a folga desta quinta-feira para isso. Ele sugere que a prefeitura faça busca ativa aos faltosos da segunda dose.

— Tem muita gente que não veio tomar porque não quis mesmo. A prefeitura tem um levantamento de quem tomou e não tomou. Acho que deveria ir na casa das pessoas.

Priscila Conceição Gomes, de 29 anos, compareceu ao posto para tomar a primeira dose ontem. Ela disse que estava sem tempo por ter que cuidar de um bebê recém-nascido, e que também chegou a ter medo da vacina.

— No começo eu não queria tomar. Depois vi a reportagem na TV e falaram que a vacina estava prevenindo a doença e não deixando morrer — conta.

A prefeitura diz que tem feito mutirões de vacinação aos sábados e faz a divulgação em redes sociais, carros de som e rádios e que também realiza busca ativa pelos faltosos. Podem tomar a primeira dose da vacina todos os moradores acima de 12 anos, a segunda, os acima de 18 anos de acordo com a data de retorno no cartão e, esta semana, a dose de reforço é ofertada para profissionais de saúde e idosos acima de 60 anos.

Segunda-feira: UBS Júlio Barros (Paraíso) e Clínica da Família Regina de Brito (Jardim Queimados) - 9h às 15h

Igreja Presbiteriana e Ginásio Metodista - de 9h as 16h

Terça-feira: Clinica Da Família Irlan de Souza Macedo (Parque Santiago), Clínica da Família Pastor Júlio Alves Sena (Fanchem), Clínica da Família José Elias Peixoto (Inconfidência) e Esf Santo Expedito - de 9h às 15h.

Igreja Presbiteriana e Ginásio Metodista - de 9h as 16h

Quarta-feira: Clínica da Família Esmelinda Pinto Silva (Vila Central), Clínica da Família Miguel Luiz de Carvalho (Eldorado) e ESF Vila Americana (Vila Americana). 9h às 15h

Igreja Presbiteriana e Ginásio Metodista - de 9h as 16h

Quinta-feira: Clínica Da Família Dr. Robson Romero de Oliveira (Tricampeão - São Jorge) e Clínica da Família Pastor Rosalvo Dantas (Belmont 2). 9h às 15h.

Igreja Presbiteriana e Ginásio Metodista - de 9h as 16h

Sexta-feira: Mauro Ferreira de Castro (Belmont), Clínica da Família Maria de Lourdes Campelo (Santa Rosa) e Clínica da Família Maria Agrael de Oliveira (Luiz de Camões). 9h às 15h

Igreja Presbiteriana e Ginásio Metodista - de 9h as 16h

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