Com 60 anos de história, o Talho Capixaba abre sua quarta e maior loja, com três andares e mesinhas ao ar livre no meio de Ipanema

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O Talho chegou a Ipanema. E com tudo em cima. Aliás, no térreo, na calçada, na praça também. É a loja mais espaçosa do grupo, com quase 200 metros quadrados e mais dois andares de fábrica. A fachada segue a mesma identidade visual, mas o recheio inclui novidades, como o kit piquenique, com produtos da casa para você levar e se esparramar na Praça Nossa Senhora da Paz, bem frente. Ou na Lagoa, logo ali.

Há mesas dispostas do lado de fora, todas protegidas pelo toldo azul: ambiente perfeito para um dos cafés da manhã mais concorridos do Rio. E almoços, lanches, jantares ou um vinho com comidinhas. Foram 60 anos (tudo isso) até o Talho chegar no bairro. O negócio começou pequeno e como um açougue (daí o nome) no Leblon, que, lá pelas muitas, passou a brindar os clientes com fornadas fumegantes de empadinhas para comer de colherzinha, em pé no balcão. Um prenúncio do que estava por vir. Mas foi só em 2000, pelas mãos de Beto Abrantes, segunda geração da família, que o Talho mudou e se diversificou. O pulo do gato foi a panificação de qualidade. Estourou. “Os supermercados estavam engolindo os açougues, se não fizéssemos algo, iríamos sumir. Foi quando resolvi aprender a fazer pão e estudei panificação na França e na Alemanha. No início, não podíamos fazer pão francês, política de boa vizinhança com a padaria do lado”, conta Beto. “Me orgulho muito do nosso produto, temos até uma farinha exclusiva”, completa.

São 30 tipos de pães, com fornadas diárias. E mais massas artesanais, salgadinhos, sopas, assados, tortas, biscoitos... Cerca de 50 itens em linha. A filial de Ipanema foi a primeira construída no chão. “Pusemos tudo abaixo e levantamos outra casa. Consumiu três anos e muito dinheiro, mas saiu do jeito que imaginamos”, festeja o patriarca Alberto Abrantes, 78 anos.

Tem um andar só de pâtisserie e pães, outro para os doces, biscoitos, 12 câmaras frigoríficas, cozinha fria e quente. Quase um hotel. Mas as carnes, o começo de tudo, não saíram de cena. Tem espaço nobre para elas no salão. “É a nossa tradição e também é bom porque justifica o nome da casa”, brinca Beto.

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