Com 62% dos leitos de UTI para covid ocupados na rede municipal, SP não prevê reabertura de hospitais de campanha

Anita Efraim
·2 minuto de leitura
SAO PAULO, BRAZIL - MAY 19: A drone photo shows Pacaembu stadium which was turned into a temporary hospital to handle coronavirus (Covid-19) cases in Sao Paulo, Brazil on May 19, 2020. (Photo by Jose Antonio de Moraes/Anadolu Agency via Getty Images)
Estádio do Pacaembu teve um dos hospitais de campanha durante a pandemia (Foto: Jose Antonio de Moraes/Anadolu Agency via Getty Images)

A cidade de São Paulo tem 62% dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva para covid-19 ocupados. Mesmo assim, o município não apresenta planos de reabertura de hospitais de campanha.

Segundo dados da Secretaria Municipal da Saúde, a capital paulista tem 966 leitos para UTI, sendo 75 contratualizados. Questionada, a secretaria afirmou que agiu para ampliar os leitos durante a crise sanitária gerada pelo coronavírus. Antes da chegada da covid-19, eram 507 leitos de UTI e, “no auge da pandemia, alcançou 1.340 leitos”.

Os dados da última quarta-feira, 6, mostram que há 1.092 pacientes internados com covid-19 e mais 538 com suspeita da doença. Na UTI, são 594 pessoas.

Com mais de 300 leitos a menos do que no momento classificado como “auge”, a Secretaria não prevê a reabertura de hospitais de campanha, como os que foram montados no estádio do Pacaembu e no complexo do Anhembi. Segundo a Secretaria, ambos foram desativados “após queda nos índices de internação”. No total, foram atendidos quase 8 mil pacientes nas unidades.

Leia também

De acordo com informações divulgadas pelo portal G1 na última segunda-feira, 4, dois hospitais estão com 100% de lotação, ambos na Zona Sul: o Hospital Vila Santa Catarina e a Santa Casa de Santo Amaro.

Ao todo, a cidade tem 24 hospitais municipais, sete construídos durante a pandemia. Há ainda a previsão de que o Hospital Municipal Brigadeiro seja entregue nas próximas semanas, com 106 leitos para pacientes com covid-19.

Segundo a Secretaria de Saúde da capital paulista, é feito um “monitoramento da população”. Além disso, a pasta alega que são “realizadas também as ações em comunidades e regiões mais distantes do centro”, com Agentes Comunitários de Saúde.

“Até o dia 28 de dezembro de 2020, 4.459.363 de abordagens, com visitas e orientações em cerca de 28.512 ações comunitárias. Em toda a cidade de São Paulo, as ações destes Agentes e equipes multiprofissionais foram direcionadas para enfrentamento à Covid-19. Além disso, vale ressaltar que as ações da SMS nas comunidades consideram as particularidades de cada território nas seis Coordenadorias Regionais de Saúde”, explica a pasta.

Nesta quinta-feira, 7, o governo do estado de São Paulo anunciou que a CoronaVac, vacina contra o coronavírus desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a SinoVac, tem eficácia de 78%. A previsão é de que o imunizante comece a ser aplicado no estado no dia 25 de janeiro. O Butantan já pediu o uso emergencial à Anvisa.