Com 95% dos leitos de UTI ocupados, Chile decreta lockdown em Santiago

Anita Efraim
·4 minuto de leitura
Aerial view of a pedestrian on a promenade in downtown Santiago on March 20, 2021, during a lockdown in 24 communes of the city amid the fight against the spread of the COVID-19. - Chile surpassed on Saturday for the first time since the beginning of the pandemic the 7,000 daily cases of COVID-19, amid an increase of contagions which led authorities to confine 24 municipalities and to put all travellers into quarantine. (Photo by MARTIN BERNETTI / AFP) (Photo by MARTIN BERNETTI/AFP via Getty Images)
Paseo Bandeira, rua turística no dentro da cidade, vazia durante a pandemia (Foto: MARTIN BERNETTI/AFP via Getty Images)
  • Santiago, capital do Chile, entrará em lockdown a partir de sábado (27)

  • País tem 95% dos leitos de UTI ocupados

  • Nas últimas 24 horas, foram registrados 7 mil novos casos de covid-19 e 122 mortes

A partir do próximo sábado (26), Santiago, capital do Chile, entrará em lockdown. Grande parte da cidade já vive medidas rígidas de confinamento e, nesta quinta-feira (25), o Ministério da Saúde do Chile anunciou que o restante da capital seguirá o mesmo caminho.

Outras 17 regiões chilenas entrarão em lockdown no sábado, somando-se aos locais que já viviam o confinamento.

Segundo informações do ministro da Saúde, Enrique Paris, o país está com 95% dos leitos de UTI ocupados, com pacientes com covid-19 ou outras doenças. Restam 182 camas disponíveis para serem usadas para casos graves em todo o Chile.

Leia também:

“Hoje temos 3.516 camas. Nos próximos dias, esperamos fazer um esforço maior e incrementar o sistema com 200 camas adicionais”, declarou o subsecretário de redes assistenciais, Alberto Dougnac.

Nas últimas 24 horas, foram registrados mais de 7 mil casos de contágio por coronavírus e 122 mortes pela covid-19. A positividade dos testes RT-PCR ficou em 9,4% em todo o país. Ao todo, o país tem 38 mil casos ativos da doença.

No Chile, o tempo mínimo de lockdown para as regiões do país é de duas semanas. Com isso, as regiões que entram em quarentena no próximo sábado estariam liberadas em 10 de abril, primeiro dia da eleição para a assembleia constituinte. No dia 11, o pleito continua.

Este conteúdo não está disponível devido às suas preferências de privacidade.
Para vê-los, atualize suas configurações aqui.

O país aprovou a formação de uma assembleia constituinte em outubro, quando foi feito um plebiscito. O pleito questionava se os chilenos queriam uma nova Carta Magna do país. Até hoje, a constituição em vigor é redigida durante a ditadura militar de Augusto Pinochet.

Desde a última segunda-feira (22), os mesários e funcionários que trabalharão em 10 e 11 de abril no pleito começaram a ser vacinados para aumentar a segurança da votação. No entanto, o tempo não é suficiente para que eles recebam as duas doses da vacina.

Preocupação com novas variantes

O governo chileno apresentou novas medidas para qualquer pessoa que entrar no país, independente da origem. Todos que entrarem no país devem ficar cinco dias em um hotel de trânsito e terminar de cumprir a quarentena nos cinco dias seguintes. Os custos ficam por conta do viajante e giram em torno de 400 dólares.

A decisão foi tomada pela preocupação com as novas variantes do coronavírus. As autoridades sanitárias já encontraram casos das mutações britânica e brasileira no Chile.

Vacinação contra a covid-19 no Chile

SANTIAGO, CHILE - MARCH 19: A health worker vaccinates a citizen over 60 years old on March 19, 2021 in Santiago, Chile. The Andean country already inoculated over 5.5 million people, which represents 18% of its population.  (Photo by Marcelo Hernandez/Getty Images)
Mais de 6,09 milhões de pessoas já foram vacinadas no Chile com pelo menos uma dose (Foto: Marcelo Hernandez/Getty Images)

O Chile continua sendo o país que mais vacina a população de forma proporcional diariamente. São mais de 9 milhões de doses aplicadas, sendo 6,09 pessoas vacinadas com pelo menos uma dose e 3 milhões com as duas doses.

Este conteúdo não está disponível devido às suas preferências de privacidade.
Para vê-los, atualize suas configurações aqui.

Enrique Paris lembrou que as pessoas só ficam plenamente imunizadas depois de duas semanas da segunda dose da vacina. “Só teremos imunidade de rebanho em julho de 2021, por isso, precisamos continuar nos cuidando”, alertou o ministro. O país pretende vacinar toda a população alvo, 15 milhões de pessoas, até 30 de junho.

O país já receber 13,5 milhões de doses de vacinas contra a covid-19, entre imunizantes da Coronavac e da Pfizer/BioNTech.

Mesmo durante o lockdown, a vacinação segue acontecendo. Para ir ao posto de imunização, é necessário ter o documento de identidade e, se for o caso, algum documento para comprovar que a pessoa faz parte do grupo vacinado na data.