Com alta da Selic, juros voltam ao patamar do governo Temer

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BRASÍLIA — A decisão do Banco Central (BC) de elevar a taxa básica de juros, a Selic, de 6,25% para 7,75% levou os juros para o mesmo patamar de quando o ex-presidente Michel Temer estava no poder.

A última vez que a Selic esteve em 7,5% foi em outubro de 2017, mas a trajetória era de baixa. No mês anterior, ela estava em 8,25%.

No início do governo Jair Bolsonaro, a Selic chegava na mínima histórica, em 6,50%.

O Comitê de Política Monetária (Copom) começou uma trajetória de diminuição ainda em agosto daquele ano, que foi intensificada com a chegada da pandemia e a necessidade de estímulos para a economia, chegando a 2% em agosto do ano passado.

No entanto, no início deste ano o Copom se mostrou preocupado com a inflação de 2021 e decidiu por começar a aumentar os juros novamente. A prévia da inflação em outubro mostra um aumento de preços de 10,34% no acumulado dos últimos 12 meses.

Na reunião desta quarta-feira, ao decidir pela maior alta desde dezembro de 2002, o objetivo foi manter a inflação de 2022 na meta de 3,5%, com intervalo de tolerância de 1,5 p.p mesmo com o aumento do risco fiscal, com a decisão de uma “licença” para furar o teto de gastos e a continuidade da pressão inflacionária.

Depois da decisão de pagar parte do Auxílio Brasil com recursos fora do teto, o mercado revisou suas expectativas de juros e inflação para cima. A projeção é de inflação de 4,4% e juros em 9,5% em 2022, de acordo com o relatório Focus.

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