Com alta de internações por Covid, governo de SP congela agendamento de novas cirurgias eletivas

ALINE MAZZO
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O governo de Sâo Paulo vai editar decreto impedindo que os hospitais marquem novas cirurgias eletivas e que desmobilizem leitos de UTI e enfermaria destinados a pacientes de Covid-19. O anúncio foi feito em coletiva na tarde destes terça-feira, por integrantes do comitê de combate ao coronavírus. A medida vale para hospitais públicos, privados e filantrópicos. Segundo o secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn, a medida foi tomada diante da sinalização de alta dos casos de Covid-19 no estado. Na Grande São Paulo, a taxa de ocupação de leitos de Covid-19 é de 49,7%. Em todo o estado, a taxa de ocupação dos leitos é de 43,5%. Além disso, a reclassificação do Plano São Paulo passará a ser feita a cada 14 dias, Antes, a recalibragem era feita a cada 28 dias. O número de internações por Covid na rede municipal de São Paulo saltou 26% na última semana e atingiu o mesmo nível do início de outubro. Na capital paulista, as hospitalizações passaram de 644 no dia 11 para 814 na terça (17). As internações em UTI subiram 33%, de 339 para 451. A taxa de ocupação dos leitos de terapia intensiva aumentou de 32% passou 44%. Os números refletem uma tendência de aceleração nas internações. Na comparação da média da semana encerrada nesta terça (17) com a anterior, eles representam um aumento de 14%. Na última semana, cidades da Grande São Paulo, do interior e da Baixada Santista também apresentaram alta nas hospitalizações por Covid. Em Santo André, por exemplo, de 39% (255 para 355), São Caetano do Sul, de 30,6% (111 para 145), Praia Grande, de 37,5% (de 24 para 33), e Sorocaba, de 24% (172 para 213).