Com altos gastos com funcionários, USP deve fechar 2014 com rombo de R$ 1 bilhão

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Com altos gastos com funcionários, USP deve fechar 2014 com rombo de R$ 1 bilhão

Um comunicado divulgado pelo reitor Marco Antonio Zago para os professores da Universidade de São Paulo expõe o complicado momento financeiro que a instituição vive nos últimos anos. Seguindo o ritmo do aumento da dívida, a faculdade deverá fechar o ano de 2014 com um déficit de R$ 1 bilhão. O excesso na contratação de funcionários, reestruturação de carreira e aumento com benefícios são apontados como os grandes vilões da USP.

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O documento liberado para os professores faz uma análise das necessidades da USP em busca da recuperação financeira. O primeiro ponto é o excesso de pessoal. Para o reitor, o aumento do ‘gasto com pessoal em 83%’ prejudicou as finanças da instituição. "Os gastos com custeio e investimento saltaram de R$ 370 milhões, em 2009, para R$ 1 bilhão, em 2013", segundo dados apresentados por Zago.

O segundo ponto é o desequílibrio financeiro da Universidade de São Paulo. "Nos anos de 2012 e 2013, a USP contabilizou um déficit de R$ 1,57 bilhão’", aponta o documento. Segundo o reitor, a faculdade recebe uma média mensal de R$ 360 milhões, mas gasta R$ 375 milhões em folhas e benefícios pessoais, além dos gastos para manter a universidade funcionando. O repasse de ICMS também é um ponto de discussão. "(...) de acordo com a Secretaria da Fazenda, para o primeiro semestre de 2014, a USP deveria receber R$ 2,24 bilhões, mas o repasse real foi de R$ 2,15 bilhões, 4% a menos".

Para responder os problemas financeiros da Universidade, Zago propõe a criação de uma Comissão de Sindicância e a contratação de uma auditoria externa para analisar a contratação de serviços de alto valor que a instituição está pagando. Marco Antonio Zago termina o documento pedindo para os servidores, professores e diretores da Universidade de São Paulo olharem para o futuro e continuarem no progresso, no entanto, lembra que para isto é necessário que as finanças sejam acertadas.

"É evidente que, além da questão salarial e dos avanços desses últimos seis meses, há um amplo conjunto de reformas que a USP precisa para se modernizar. Mas, ao mesmo tempo em que progredimos nas reformas política e administrativa, é necessário assegurar a saúde financeira da Instituição", agradece o reitor ao final do comunicado.








Reprodução do documento enviado pelo reitor da USP.
Reprodução do documento enviado pelo reitor da USP.