Com assassinato de major dos bombeiros, sobe para 51 o número de agentes de segurança mortos no Rio em 2022

O caso do major do Corpo de Bombeiros Wagner Bonin, de 42 anos, sequestrado e assassinado por traficantes em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, marca a 51ª morte de agente de segurança em ação violenta no Rio, em 2022. O bombeiro militar teria fotografado barricadas montadas por bandidos na região e foi descoberto. O Disque Denúncia divulgou, nesta sexta-feira, um cartaz para auxiiar na obtenção de informações que ajudem a localizar envolvidos no assassinato.

De acordo com as informações da polícia, Wagner teria desaparecido após sair de sua casa, no Bairro São Mateus, para comprar peças de carro em São João de Meriti/Pavuna, por volta das 16h da última quarta-feira. O corpo do major foi encontrado carbonizado dentro de um veículo do modelo Astra, na Rua Ibirubá, na Pavuna. Wagner Bonin era lotado no Grupamento de Operações Aéreas (GOA) dos Bombeiros.

Na noite de quinta-feira, um dos suspeitos pelo crime foi preso por policiais militares. Washington Rogério Magalhães Braga confessou informalmente a participação no assassinato durante uma abordagem na Avenida Brasil. Ele e mais dois homens que o acompanhavam foram encaminhados para a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), responsável pela investigação. Apenas Washington ficou detido, e teve o pedido de prisão temporária acolhido pelo Plantão Judiciário na manhã desta sexta-feira.

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Segundo a PM, após receber informações sobre uma possível fuga de criminosos envolvidos na morte do militar, agentes da corporação intensificaram o policiamento na região de São Mateus. Washington estava em um veículo junto com dois homens, que apresentaram comportamento estranho.

A morte do major entra na estatística de 33 mortes de agentes da Polícia Militar, 5 da Policia Civil, 5 da Marinha, 2 da Policia Penal/SEAP, um da Policia Rodoviária Federal (PRF), um do Degase, um da Guarda Municipal, um da Aeronáutica e um do Exército.