Com atos pró e contra Bolsonaro no 7/9 em São Paulo, Secretaria diz que irá ‘zelar pela ordem’

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Demonstrators march on Paulista Avenue to demand that Brazilian President Jair Bolsonaro resign, in Sao Paulo, Brazil, Saturday, July 3, 2021. Activists called for nationwide demonstrations against Bolsonaro, gathering protestors to demand his impeachment amid allegations of potential corruption in the Health Ministry’s purchase of vaccines. (AP Photo/Nelson Antoine)
Foto: AP Photo/Nelson Antoine
  • Atos a favor do presidente ocorrem na Av. Paulista, e contra, no Vale do Anhangabaú

  • Manifestação bolsonarista levanta pautas antidemocráticas

  • Há alerta em relação a manifestantes armados em atos a favor do presidente

Após ordem da Justiça que determinou que atos contra e a favor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) poderiam ocorrer simultaneamente no dia 7 de setembro, o governo de São Paulo afirmou que aceitará a decisão e irá garantir a segurança das manifestações. Na capital paulista, apoiadores do presidente se reunirão na avenida Paulista, enquanto os críticos ao governo realizarão ato pela democracia no Vale do Anhangabaú.

A ação no Tribunal de Justiça foi encaminhada pelos organizadores dos atos “Fora Bolsonaro”, que ficaram indignados com a decisão do governador João Doria (PSDB).

Doria havia reservado a Paulista para atos a favor do presidente e proibido manifestações contra. Assim, os manifestantes marcaram uma manifestação em outro local, mas ainda no 7 de setembro.

Nesta terça-feira (31), o juiz Randolfo Ferraz de Campos vetou que os dois atos aconteçam no mesmo local, mas afirmou: "Já para local distinto, em respeito à regra constitucional, não há vedação possível, tanto por este Juízo como por qualquer outro órgão público (ou mesmo por particulares)".

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A secretaria de São Paulo então se manifestou dizendo que zela "pelo bom andamento dos atos e pela ordem pública".

"A SSP (Secretaria da Segurança Pública) se posicionou de forma contrária à realização de atos conflitantes no mesmo dia levando em consideração os riscos de confronto entre os grupos e de possíveis violações à integridade física dos participantes. Como de praxe, entretanto, as forças de segurança estarão preparadas para acompanhar os atos públicos e irão adotar as medidas necessárias para assegurar o direito de todos à livre manifestação política", afirmou em nota.

O movimento "Fora Bolsonaro e Grito dos Excluídos", que organiza o ato de oposição, celebrou a decisão judicial. "A decisão ainda ressalta que os batalhões da PM responsáveis pelo policiamento da avenida Paulista e do Vale do Anhangabaú são distintos, de modo que não procede o argumento de falta de contingente. Afirmou, por fim, que qualquer desrespeito à decisão judicial pode causar responsabilização civil e criminal dos gestores responsáveis".

Esta não será a primeira vez em que duas manifestações antagônicas ocorrem no mesmo dia. No entanto, há um clima de alerta com a possibilidade de haver pessoas armadas nas manifestações a favor de Bolsonaro.

Policiais militares da reserva e que estarão de folga se organizam para comparecer à manifestação O ato na Paulista terá pautas antidemocráticas como o fechamento do STF (Supremo Tribunal Federal) e a intervenção militar.

Doria chegou a afirmar em reunião com outros governadores que a "milícia bolsonarista" estava incentivando pessoas a irem armadas às ruas no dia 7.

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