Com aumento de casos de Covid-19, Áustria proíbe não vacinados em estabelecimentos

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Por Francois Murphy

VIENA (Reuters) - A Áustria afirmou nesta sexta-feira que está proibindo pessoas que não estiverem totalmente vacinadas contra a Covid-19 a entrarem em cafés, restaurantes e salões de beleza, enquanto a contagem de infecções se aproxima do recorde de um ano atrás e o governo se esforça para convencer as pessoas a se imunizarem.

Quase 64% da população da Áustria está completamente vacinada contra Covid-19, em linha com a média da União Europeia, mas ainda uma das menores taxas da Europa Ocidental. Muitos austríacos estão céticos em relação às vacinas, assim como o Partido Liberdade, de extrema-direita, terceiro maior do Parlamento.

O número de novas infecções diárias tem crescido e, nesta sexta-feira, chegou a 9.388, perto da maior marca de 9.586 registrada um ano atrás. O governo disse esperar que haja um novo recorde nos próximos dias.

"A evolução é excepcional e a ocupação dos leitos de tratamento intensivo está aumentando de maneira muito mais rápida do que esperávamos", afirmou o chanceler conservador Alexander Schallenberg em coletiva sobre novas medidas que começarão a valer na próxima segunda-feira.

Elas incluem a proibição da entrada de pessoas não vacinadas em hotéis, eventos com mais de 25 pessoas e, importante para um país que é centro de esportes de inverno, teleféricos de esqui.

Haverá um período de transição de quatro semanas, durante o qual o comprovante da primeira dose e um teste PCR serão suficientes para que a entrada seja permitida em locais proibidos aos não vacinados.

Depois disso, apenas quem tiver completado a imunização ou quem tiver se recuperado de uma infecção recente de coronavírus poderão entrar nesses locais.

(Reportagem de Francois Murphy)

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