Com aval de Doria, Executiva do PSDB se une para reconduzir Bruno Araújo à presidência do partido

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Numa iniciativa para conter a disputa interna dentro do PSDB, aliados do governador de São Paulo, João Doria, defenderam, em reunião nesta quinta-feira, a recondução do ex-ministro e ex-deputado Bruno Araújo à presidência nacional da sigla por um mandato de mais dois anos. A maior parte da Executiva Nacional também se mostrou favorável à manutenção no cargo dos presidentes dos diretórios estaduais.

Havia uma expectativa de que Doria pudesse tentar assumir o comando do PSDB, como fizeram o ex-governador Geraldo Alckmin e o deputado Aécio Neves quando se lançaram à Presidência em 2018 e 2014, respectivamente. Ele, no entanto, passou a ser aconselhado a recuar da ideia para evitar mais desgastes dentro do PSDB.

Na avaliação de aliados, a disputa pela presidência do partido poderia culminar em uma espécie de segunda fase das prévias, o que ampliaria ainda mais a divisão interna.

No encontro de hoje, que durou cerca de duas horas, a prorrogação dos mandatos foi encampada pelo presidente do PSDB paulista e secretário de desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, e os deputados Carlos Sampaio (PSDB-SP) e Bruna Furlan (PSDB-SP), que integravam o núcleo duro de Doria durante as prévias. E foi acolhida pelos demais participantes.

A decisão deve ser formalizada numa nova reunião na próxima segunda-feira. Neste encontro, a Executiva também pretende deliberar sobre um dispositivo que dê autonomia aos diretórios estaduais de intervirem no comando dos municipais, caso haja algum conflito. O mesmo foi falado sobre a possibilidade do diretório nacional intervir nos comandos estaduais.

Além da manutenção dos mandatos partidários, os dirigentes tucanos aprovaram por unanimidade o avanço nas conversas com o Cidadania para a formação de uma federação. Segundo os tucanos, ficou decidido que o candidato à presidência em 2022 será Doria e não o senador Alessandro Vieira, que foi lançado pelo Cidadania no ano passado.

Outra condição imposta é que o partido que tiver o comando de determinada prefeitura em 2024 terá a preferência para lançar o candidato, seja para a reeleição ou para indicar um sucessor. Conforme a nova legislação eleitoral, as federações obrigam os partidos que se unem a agirem como se fossem uma sigla só por um período mínimo de quatro anos.

De acordo com dirigentes do partido, há ainda arestas a serem aparadas para que a federação possa ser criada. Um exemplo é o caso da Paraíba, cujo governador, João Azevedo, é filiado ao Cidadania e vai tentar a reeleição. No estado, o PSDB também já tem pré-candidato ao Executivo paraibano, Pedro Cunha Lima. Com a federação, as duas legendas vão precisar entrar em um acordo para definir quem manterá a candidatura.

Num processo disputado voto a voto e marcado por troca de acusações, Doria venceu as prévias em cima do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, por 53% dos votos a 44%. O outro candidato, Arthur Virgílio Neto, que ficou em terceiro lugar, teve apenas 1,35% dos votos. A disputa se arrastou por mais de 4 meses e se encerrou em novembro de 2021, após uma pane no aplicativo de votação atrasar o resultado final.

Desde a vitória, Doria vem tentando fazer acenos para unir o partido e, assim, blindar a sua candidatura à Presidência da República. No fim do ano passado, por exemplo, aliados do governador abriram mão de participar da disputa para líder da bancada tucana na Câmara em favor do deputado Adolfo Viana (PSDB-BA). Viana é próximo da bancada mineira do partido e atuou fortemente pela campanha de Eduardo Leite.

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