Com avanço da Delta, terceira dose da vacina deve começar em idosos e profissionais da saúde, diz Queiroga

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RIO DE JANEIRO, BRAZIL - AUGUST 3: Brazil's Health Minister Marcelo Queiroga participates in mass vaccination against Covid-19 for residents of the Mare favela Complex, in Rio de Janeiro, Brazil on August 03, 2021. Health Minister Marcelo Queiroga said at a press conference that the portfolio under his command has no
Foto: Fabio Teixeira/Anadolu Agency via Getty Images
  • Ministério está esperando resultado de estudos sobre dose de reforço da Coronavac

  • Ministro afirma também que deve reduzir intervalo da Pfizer em setembro

  • Queiroga rebateu críticas de doses sobre distribuição de vacinas

Nesta quarta-feira (18), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou que a aplicação da terceira dose, também chamada de dose de reforço, da vacina contra a covid-19 começará por profissionais da saúde e idosos.

"A gente vai começar por grupos prioritários. De novo, profissionais de saúde, os mais idosos", anunciou Queiroga à imprensa.

O objetivo, segundo o ministro, é reforçar a proteção diante do avanço de variantes, em especial a Delta, do coronavírus.

"Estamos planejando aqui, para que no momento em que tivermos todos os dados científicos, número de doses suficientes, já orientar o reforço dessa vacina, isso em relação a todos os imunizantes disponíveis", explicou o ministro.

No fim de julho, Queiroga já havia anunciado que o ministério havia encomendado um estudo para avaliar a necessidade da terceira dose naqueles que receberam a Coronavac. Segundo afirmou nesta quinta-feira, a decisão de estudar o imunizante chinês da Sinovac, fabricado no Brasil pelo Instituto Butantan, veio porque já há estudos sobre a terceira dose de outras vacinas.

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"Ainda não há evidência científica sólida de como deve ser. Se deve ser o mesmo imunizante, outro, e qual o momento de fazer isso", disse o ministro.

"Pessoas com duas doses podem adoecer, inclusive em formas graves, mas se compararmos os que se vacinaram com duas doses e aqueles que não receberam a vacina, o benefício da imunização é incontestável", declarou Queiroga.

Além disso, o ministro reiterou que a pasta vai decidir em setembro se irá diminuir o intervalo entre as doses de Pfizer de 3 meses para 21 dias, como orienta a bula da vacina. Em agosto, a pasta espera ter distribuído doses suficientes para a primeira aplicação em adultos.

Já o secretário-executivo da Saúde, Rodrigo Cruz, apresentou projeção interna do ministério sobre o ritmo de imunização. Caso seja aprovada a diminuição do intervalo entre as doses de Pfizer e a aplicação de cerca de 2,4 milhões de doses por dia, a perspectiva é de praticamente terminar a imunização de maiores de 18 anos com duas doses até o fim de outubro.

O ministro aproveitou para também rebater críticas do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), em relação aos critérios de distribuição de vacinas pelo Plano Nacional de Imunização (PNI). O governador afirma que o estado está recebendo menos doses do que deveria.

Queiroga repetiu o que já vem afirmando que não há injustiças e que São Paulo, na verdade, havia recebido mais doses proporcionalmente que outros estados, por ter mais pessoas dentro dos grupos prioritários.

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