Com Bandeira Azul, Praia do Sossego, em Niterói, terá projeto de monitoramento

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NITERÓI — A Praia do Sossego, na Região Oceânica, vai receber o título internacional de sustentabilidade Bandeira Azul na próxima sexta-feira. Antes disso, na terça-feira, começa a funcionar a plataforma Coast Snap, na qual os frequentadores poderão contribuir com um grupo de cientistas no monitoramento das condições do local, postando fotos nas redes sociais com a hashtag #CoastSnapSossegoRJ.

A metodologia de monitoramento participativo vai permitir que geógrafos de universidades do Rio e de Niterói encontrem todas as fotos nas redes sociais e realizem análises. Para fazer com que as imagens sejam feitas sempre do mesmo ponto, o que é considerado fundamental nas comparações dos pesquisadores, foi instalado um suporte de apoio fixo no mirante onde os visitantes poderão apoiar os celulares.

A metodologia foi criada na Austrália por Mitchel Harley. Atualmente, é utilizda em mais de cem países. No estado do Rio, além da Praia do Sossego, o equipamento está presente na Praia do Peró, em Cabo Frio; e na Prainha, na capital, ambas certificadas com a Bandeira Azul. Praias do Ceará e de Santa Catarina também desenvolvem o projeto.

Em Niterói, o Coast Snap será conduzido numa parceria da Secretaria municipal de Meio Ambiente Recursos Hídricos e Sustentabilidade (SMARHS) com o projeto de extensão Mar à Vista, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), coordenado pela geógrafa Flávia Moraes Lins de Barros, pesquisadora que trouxe a metodologia para o estado. Também integram o grupo de monitoramento geógrafos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da PUC-Rio.

Flávia explica que no Sossego, a partir de um conjunto de fotos em diferentes condições de mar e épocas do ano, pretende-se estudar as variações da praia em termos de largura da faixa de areia, alcance máximo e mínimo das ondas e das marés, alterações na vegetação de restinga, densidade populacional, presença de resíduos sólidos e eventuais manchas de poluição no mar.

— O principal benefício, em minha opinião, é permitir à população o engajamento social na ciência e nas questões ambientais e sociais associadas às zonas costeiras e marinhas. Este tipo de ação chama-se ciência cidadã, pois conta com o levantamento de dados científicos realizado por qualquer tipo de pessoa. Um outro benefício importante é o levantamento de um número muito grande de dados, o que seria inviável de se fazer sem a participação da sociedade — afirma.

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