Com Bolsonaro, Lula, Pacheco, Lira e quatro ministros do STF no exterior, o dia em que a política brasileira se moveu à distância

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BRASÍLIA — No primeiro dia útil após o feriado da Proclamação da República, em meio a discussões importantes envolvendo governo e Congresso e ao aquecimento das articulações partidárias com vistas às eleições do ano que vem, as principais notícias políticas vieram do exterior. Não à toa: estava fora do país ontem quase toda a cúpula da República. O presidente Jair Bolsonaro cumpria, no Bahrein, a visita ao Golfo Pérsico, enquanto seu potencial rival em 2022, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, prosseguia em Paris um périplo pela Europa. Os presidentes da Câmara, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco, comentaram temas da política nacional nos últimos dias durante seminário jurídico promovido em Lisboa pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes. Além dele, os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes também estavam presentes.

O momento reflete a nova fase da pandemia, com avanço da vacinação e a liberação de mais agendas ao exterior. O Supremo não teve sessão das turmas ontem, como costuma acontecer às terças-feiras. Além dos ministros em Portugal, Luís Roberto Barroso estava nos Estados Unidos. Na Câmara, o plenário não abordou assuntos polêmicos. Enquanto Lira estava na capital portuguesa, deputados debatiam a Medida Provisória que recriou o Ministério do Trabalho, sem sobressaltos.

Sinais do exterior

Mesmo fora do país, o deputado de Alagoas deu um sinal aos colegas. Voltou a defender que a Casa vote a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

No Senado, por outro lado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) retornou ao Brasil a tempo de presidir a sessão do plenário. Ele também estava em Portugal, mas bateu o ponto e colocou em pauta uma Medida Provisória que facilita a compra de vacinas durante a pandemia. Há algumas semanas, quando agendou para o fim do mês um esforço concentrado dos senadores para pautar sabatinas e votar aprovações de nomes indicados para tribunais e outros órgãos, Pacheco citou as viagens de senadores em missões oficiais como motivo para a escolha da data na última semana de novembro.

Mesmo fora do país, Bolsonaro voltou a surpreender o meio político. Fez questão de dizer que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios será importante para promover o reajuste de servidores. Ontem, no Bahrein, após inaugurar a embaixada brasileira, o presidente fechou acordo para promover tolerância e liberdade religiosa entre os governos do Brasil e do país do golfo pérsico. Em vídeo publicado em rede social, no qual exibiu o encontro com o rei Hamad Bin Isa Al Khalifa, Bolsonaro disse que a aproximação entre os países “é muito bem-vinda”.

— Temos muita coisa a oferecer um para o outro. O comércio tem crescido muito, em especial nos últimos três anos. E temos mais espaço ainda para melhor trocarmos mercadorias, para melhor atendermos nossa população — disse o presidente.

Em atividade no exterior estava também o ex-presidente Lula, líder nas pesquisas de intenção de votos para a sucessão de Bolsonaro. Na França, discursou ontem a acadêmicos do Instituto de Estudos Políticos de Paris (Sciences Po). No dia anterior, já havia falado ao parlamento europeu e, em Bruxelas, na Bélgica, disse que Bolsonaro “representa uma peça importante da extrema-direita mundial” e que não passa de “uma cópia malfeita de Trump”.

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