Com confusão de sintomas, casos de gripe e covid sobem em SP

People queue to receive COVID-19 vaccine at Paulista Avenue in Sao Paulo, Brazil on July 25, 2021. Brazil has registered 476 more COVID-19 deaths in the past 24 hours, raising its national death toll to 549,924, the health ministry said on Sunday. Meanwhile, the total caseload rose to 19,688,663 after 18,129 new cases were detected, the ministry said. (Photo by Rahel Patrasso/Xinhua via Getty Images)
Pessoas aguardam em fila de posto de vacinação na avenida Paulista
  • Com a confirmação da variante ômicron, casos voltaram a subir em SP

  • Prefeitura criou um "gripário" no Hospital Municipal da Brasilândia

  • Realização de testes rápidos ajuda a diferenciar Covid e gripe

Com o aumento dos casos de influenza nas últimas semanas, ficou mais difícil identificar os sintomas para diagnosticar a gripe ou a Covid.

A transmissão comunitária da variante ômicron e o surto de gripe têm enchido farmácias e hospitais na região metropolitana de São Paulo em meio às festas de final de ano e estão causando preocupações a médicos e autoridades.

Segundo a Prefeitura de São Paulo, o atendimento de pessoas na rede pública com algum quadro respiratório mais do que dobrou neste mês de dezembro em relação a novembro.

De acordo com o governo estadual, a taxa de internação por covid voltou a subir após meses consecutivos de queda progressiva.

Para médicos, as semelhanças entre a gripe influenza e a nova variante do coronavírus têm criado confusão nos pacientes e dificultado ainda mais o diagnóstico e a contenção dos dois vírus.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, até a última segunda (27), foram registrados 238.081 atendimentos a pessoas com quadro respiratório, um aumento de 112% em relação ao último mês.

A prefeitura não informa a quantidade exata de casos confirmados da gripe influenza H3N2, que tem causado o novo surto, mas "outros vírus respiratórios" representam 54% dos atendimentos —em novembro, eram 49%.

Gripário e novos casos com a ômicron

Para combater o aumento, a prefeitura criou um "gripário" no Hospital Municipal da Brasilândia apenas para casos de SRAGS (Síndromes Respiratórias Agudas Graves). Na segunda (27), havia 118 pacientes internados em UTIs (unidades de terapia intensiva) e 210 em leitos de enfermaria.

Com a confirmação da transmissão comunitária da ômicron, variante que tem registrado recorde de novos casos na Europa, o percentual de internados por covid na Grande São Paulo voltou a crescer depois de meses consecutivos de queda diária.

Nesta segunda, a Grande São Paulo registrava ocupação de 29,99% nas UTIs de covid-19 e 32% nos leitos de enfermaria, segundo o Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados), com números da Secretaria Estadual de Saúde. A porcentagem segue muito inferior ao pico, quando chegou a ultrapassar 91% de ocupação (no final de março).

Na dúvida, sendo gripe ou Covid, os cuidados para não pegar são os mesmos e a recomendação aos doentes é a de respeitar o isolamento e usar máscara.

Os sintomas são parecidos e o que pode diferenciar um do outro é a realização de testes rápidos em unidades de saúde e prontos-socorros.

A secretaria estadual não informou o número de testes realizados, mas disse monitorar todos os vírus em circulação, incluindo influenza, e afirmou que, diferentemente da situação na capital, ainda não há transmissão comunitária pelo estado.