Com Covid-19 em alta, Bolsonaro pergunta: 'quem esperava chegarmos à quase normalidade ainda em 2020?'

Gustavo Maia
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Pablo Jacob / O Globo

Enquanto o Brasil passa um aumento de casos e mortes por Covid-19, o presidente Jair Bolsonaro participou nesta quarta-feira, no Palácio do Planalto, de uma solenidade de ação de graças e creditou a Deus o retorno ao que ele classificou como "uma situação de quase normalidade", ainda em 2020.

A declaração ocorre cinco dias depois de o presidente afirmar que o país está vivendo "o finalzinho da pandemia".

Na terça-feira, foram registradas 915 mortes causadas pelo novo coronavírus, elevando para 182.854 o número de vidas perdidas pela doença. Foi a primeira vez desde 12 de novembro em que foram notificadas mais de 900 mortes em 24 horas.

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Já a média móvel foi de 667 mortes, a maior desde 3 de outubro. Hoje, há 19 unidades federativas com tendência de alta de Covid-19, cinco estáveis e apenas três em queda.

— Entendo que recebi uma missão [de ser presidente], pelas circunstâncias, um outro milagre. E nós sabemos que a cruz que nós recebemos tem um peso que, graças a Ele e por vontade dele, a podemos suportar — disse Bolsonaro em seu discurso.

Em seguida, o presidente questionou:

— Quem esperava, depois de meses difíceis, chegarmos a uma situação de quase normalidade, ainda em 2020?

Ele então perguntou a quem "devemos tudo isso" e respondeu a si mesmo citando Deus e seus ministros.

— Em primeiro lugar, a Ele. E depois a vocês que estão aqui, aí os ministros incluídos, que trabalharam incessantemente, foram iluminados, e conseguimos com suas ações, usando para o bem a máquina do Estado para fortalecer e dar esperança a mais de 200 milhões de pessoas — declarou.