Com Covid-19, Luiz Fernando Pezão segue estável, mas sem previsão de alta

Lucas Altino
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Ana Branco em 19-2-2020 / Agência O GLOBO
Ana Branco em 19-2-2020 / Agência O GLOBO

RIO - O ex-governador do Rio Luiz Fernando Pezão está internado com Covid-19, conforme revelou a coluna da Bela Megale no GLOBO. Ele deu entrada no hospital da Unimed, da Barra, com dispneia (dificuldade de respiração), no último domingo, e até a noite desta segunda estava com quadro estável, em leito não intensivo. Entretanto, ainda não há previsão de alta hospitalar.

Por causa de seu quadro, Pezão teve que ser transferido de Piraí, cidade onde mora no interior do estado, para a capital. Condenado por improbidade administrativa e acusado de corrupção e lavagem de dinheiro, o ex-governador foi solto em dezembro do ano passado por decisão do STJ e agora é monitorado por tornozeleira eletrônica. Segundo seu advogado, Flavio Mirza, foi debatida a possibilidade de retirada da tornozeleira, mas, os médicos informaram que a medida não seria necessária para o tratamento hospitalar, então o equipamento continua em seu tornozelo.

Apesar das medidas cautelares impostas pelo STJ impedirem saída de Piraí, como se tratou de uma situação de emergência médica, não houve aguardo de autorização judicial. Em seguida, sua defesa apresentou o parecer médico ao juízo da 7ª Vara Criminal do Rio, que julga processos relacionados a Lava-Jato no estado, informando o problema de saúde e a internação.

Ainda segundo a defesa, a família de Pezão apenas autorizou o envio da nota da Unimed sobre seu estado de saúde. A nota diz que “o paciente Luiz Fernando de Souza foi admitido em nossa unidade na madrugada do último domingo, 08/11, com queixa de dispneia. Teve diagnóstico de Covid-19 confirmado e encontra-se internado em leito não intensivo, com quadro estável. Ainda não há previsão de alta hospitalar.”

Em 2016, enquanto era governador do Rio, Pezão ficou sete meses licenciado para tratar de um câncer linfático. Após ciclos de sessões de quimioterapia, os exames mostraram "remissão completa" do linfoma não-Hodgkin, como é chamado esse tipo de câncer. Ele então, retornou ao posto, e governou até o final de 2018, mas foi preso um mês antes de completar seu mandato, sendo novamente substituído pelo vice-governador Francisco Dornelles.

Pezão não é o primeiro político do Rio a sofrer de Covid-19. Em abril, o governador afastado Wilson Witzel foi infectado pelo vírus, mas não passou por complicações. O mesmo ocorreu, há um mês, com o governador interino Claudio Castro. Em julho, o presidente Jair Bolsonaro também teve Covid-19. No Rio, houve três óbitos de políticos no exercício do cargo por causa do novo vírus: os deputados estaduais Gil Vianna (PSL) e João Peixoto (DC), além do senador Arolde de Oliveira (PSD).