Com crescimento de casos de Covid-19, candidatos à prefeitura de Rio e SP evitam falar em novas restrições

João Paulo Saconi; Luiz Ernesto Magalhães; Silvia Amorim; Sérgio Roxo
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Foto: Arte/Agência O Globo
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RIO e SÃO PAULO – Candidatos que disputam o segundo turno das eleições municipais em capitais brasileiras têm evitado assumir compromissos com o retorno das restrições para reforçar o isolamento social contra a Covid-19, mesmo num momento de recrudescimento da doença em diversos locais. Discursos, entrevistas e publicações em redes sociais indicam que prefeitos em busca da reeleição fogem da impopularidade relacionada às ações de combate à pandemia, numa movimentação encampada ainda pelos seus concorrentes.

Em São Paulo, o prefeito Bruno Covas (PSDB) tem recorrido às estatísticas para justificar a decisão de não retroceder em regras de flexibilização da quarentena a dez dias do segundo turno.

No Rio de Janeiro, o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) tem atuação semelhante. Na última terça-feira, em entrevista à CNN, afirmou que “não há a menor hipótese” de uma segunda onda de Covid-19 atingir os cariocas.

Guilherme Boulos e Eduardo Paes, adversários de Covas e Crivella, também têm evitado a associação de seus planos para as prefeituras com novas medidas de isolamento social.