Com a dificuldade do governo em comprar seringas para vacinação, estados se mobilizam e começam a garantir material

Extra
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Foto: AMANDA PEROBELLI/REUTERS
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Enquanto o governo federal enfrenta dificuldades para adquirir as seringas e as agulhas necessárias para a vacinação contra a Covid-19 — doença que já vitimou 193.940 brasileiros, sendo que 1.224 foram registradas somente entre terça, 29, e quarta-feira, 30, o maior número desde 20 de agosto —, alguns estados correm por fora para garantir o material. É o caso do Rio de Janeiro, que divulgou nesta quarta-feira seu Plano de Contingência para a imunização dos fluminenses.

A Secretaria estadual de Saúde (SES) do Rio informou que recebeu nesta semana um primeiro lote com oito milhões de agulhas e seringas que poderão ser usadas para a vacinação da população contra a Covid-19. Um segundo lote com outras oito milhões será entregue em janeiro. Os materiais foram comprados a R$ 0,17 a unidade, abaixo do valor estabelecido nas atas de preço vigentes, segundo a SES.

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“O Plano Nacional de Imunização, do Governo Federal, prevê a distribuição de agulhas e seringas aos estados. Mesmo assim, o Governo do Rio adotou um Plano de Contingência estadual, para que não ocorram atrasos na vacinação dos cidadãos fluminenses. As 16 milhões de agulhas e seringas serão suficientes, caso necessário, para as quatro primeiras fases da campanha de imunização contra a Covid-19, quando a previsão é de que sejam vacinadas 3,5 milhões de pessoas no estado”, afirmou a SES em nota.

Na noite de terça-feira, 29, o pregão eletrônico realizado pelo Ministério da Saúde para comprar seringas e agulhas fracassou. A pasta buscava adquirir 331,2 milhões de unidades, mas só conseguiu garantir 7,9 milhões — ou 2,4% dos produtos em licitação. A informação foi publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pelo Extra. Somado a isso, o governo federal não comprou nenhuma vacina: afirmou, na terça-feira, que só fazer isso após os laboratórios conseguirem o registro junto à Anvisa. Caso haja o aval, o Ministério da Saúde prevê começar a imunização até 10 de fevereiro.

SP: 71 milhões de unidades

Assim como o Rio, São Paulo está adquirindo o material para aplicar os imunizantes na população quando for possível: somente neste mês, o governo de João Doria adquiriu 71 milhões de seringas e agulhas. “Estamos ampliando o estoque para termos certeza e convicção de que nenhum insumo faltará ao estado de São Paulo”, afirmou o governador de SP em nota.

O governo da Bahia adquiriu 19,8 milhões de seringas e agulhas para vacinar a população contra o coronavírus, em um investimento de R$ 5,5 milhões. O governo estadual afirmou que atualmente a Bahia tem também seis milhões de seringas e agulhas em estoque, que costumam ser utilizadas nas vacinas de rotina.

Já o Ceará conta com dois milhões de seringas e agulhas em estoque, e outras seis milhões têm previsão de chegada para a primeira quinzena de janeiro.

Segundo o consórcio de veículos de imprensa, formado por Extra, O Globo, G1, Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e UOl, o Brasil contabilizava até as 20h desta quarta-feira (30), um total de 7.619.970 casos. Desses, 55.853 foram registrados em 24 horas.